A arte e o Bullying

“A arte ensina justamente a desaprender os princípios das obviedades que estão atribuídas aos objetos, às coisas. Ela parece esmiuçar o funcionamento dos processos da vida, desafiando-os para novas possibilidades. A arte pede um olhar curioso, livre de pré-conceitos, mas repleto de atenção.” 

(Katia Canton)

Um dos assuntos mais debatidos e discutidos atualmente é o bullying, uma ação às vezes verbal, outras moral, muitas vezes  física e até sexual, um problema que gira em torno da escola e dos bairros ao redor dela. A maioria das vezes o bullying está ligado à estética e aparência, valores que se evidenciam cada vez mais nessa nova sociedade internética, onde as redes sociais tem como tema principal a vaidade, um dos  assuntos mais postados nesses sites. Assim,  como a criança já cresce nesse contexto, inserida nessa realidade, isso não iria afetar ainda mais os problemas de bullying nos colégios. Não podemos impedir as crianças de terem acesso a essas informações, essa é a nova sociedade cibernética, e para ajudar a mudar essa visibilidade de vaidade precoce, nada melhor que trabalhar nas escolas a arte de uma forma realmente sustentável, algo que leve ao aluno valores morais dignos de respeito e parceria. Trabalhar a partir de um ponto de vista ecológico faz o aluno respeitar o espaço, o meio ambiente, seu ecossistema, sua fauna e flora. Estando o homem dentro desse ciclo, o aluno passa a entender as diferenças de cores, formas, raças e etnias de uma forma natural, que é o certo, deixando os valores estéticos e sociais serem consequência do que foi dado naturalmente pelo planeta e suas diferenças naturais. Dessa forma deixando de evidenciar no outro a distinção visual de cada indivíduo.

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Os atos de bullying ferem princípios constitucionais – respeito à dignidade da pessoa humana – e ferem o Código Civil, que determina que todo ato ilícito que cause dano a outrem gera o dever de indenizar. O responsável pelo ato de bullying pode também ser enquadrado no Código de Defesa do Consumidor, tendo em vista que as escolas prestam serviço aos consumidores e são responsáveis por atos de bullying que ocorram dentro do estabelecimento de ensino/trabalho.                                                           Orson Camargo
Colaborador Brasil Escola
Graduado em Sociologia e Política pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo – FESPSP
Mestre em Sociologia pela Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP

 

 

O que é arte? Para que serve?

A Arte toca a alma e a mente de quem a pratica, ela flui no seu estado emocional, concentra-se nas suas vontades, exprime os seus desejos, relata suas angústias, descreve seus conceitos, mostra seu estilo e se demonstra na sua forma visual. A obra de arte ganha então olhares racionais e críticos do público contemporâneo que a analisa.

“Gostaria de frisar que hoje a arte faz por si só essa aproximação, misturando cada vez mais questões artísticas, estéticas e conceituais aos meandros do cotidiano, em todas as instâncias: o corpo, a política, a ecologia, a ética, as imagens geradas na mídia etc.”

“E para que serve a arte? Para começar, podemos dizer que ela provoca, instiga e estimula nossos sentidos, descondicionando-os, isto é, retirando-os de uma ordem pré-estabelecida  e e surgindo amplas possibilidades de viver e se organizar no mundo.”

“Precisa conter espírito do tempo, refletir visão, pensamentos de pessoas, tempos e espaços.”

(Katia Canton)

 

Assim sendo, arte precisa de tempo, de visão e amadurecimento para criar espontaneamente uma visão estética e de livre-arbítrio, não precisa da intervenção do professor pró-aluno. Por essa lógica, uma criança não tem todo esse repertório de vida e espaço, mas sim de sensações e emoções, desenvolvidas pelo lado cognitivo, afetivo e de conhecimento social. Com isso, pequenos entre 4 e 10 anos buscam o conhecer e o experimentar (Piaget e Vigotsky). Eles não  diferem bem o respeito do medo, o espaço do local, portanto não se pode cobrar maturidade de crianças dessa idade para querer desenvolver uma  aula que tenha uma postura (visão) estética.

Enfim este é um assunto complexo, que pode ser interpretado de varias formas. Sabemos que ao cobrar estética ” beleza”  nos trabalhos  das crianças, contribuímos sim para o avanço do *bullying  nas escolas.

Pense nisso, pois cobrar do aluno valores estéticos, cria nele,  uma visão “engessada” do que é belo. Ajudando a ele criar um padrão de beleza que consequentemente vá a desvalorizar, rejeitar outros padrões já estabelecidos no convívio  social dessa criança.

O curta : Invenção do Amor 

Mostra o quanto a  natureza humana é delicada. Uma história de amor do mundo das artes com muitos  parafusos.
Curta de animação de 2010.
Inspirado pelas obras Lotte Reiniger e Antônio Lucas filme Jasper Morello.

 

                         

O Blog …

O Blog relata uma visão contemporânea que estabelece uma fusão, uma interação entre a arte e os conceitos de Desenvolvimento Sustentável. Com isso promove e estimula a sustentabilidade e diversidade cultural.

Elaborar uma visão urbano-ambiental é explorar a realidade do contexto das grandes cidades que hoje são responsáveis por uma parte do aumento da poluição do nosso planeta. Além de estar preocupada com as situações atuias, incluindo o bullying, que vem afetando ainda mais os problemas escolares.

Acredito que se sstabelecer uma prática, um ciclo de aula,  nesta visão ajuda você  a organizar melhor seu tempo e suas metas, visualizando melhor os resultados atingidos.

 

Arte
Arte é antropologia, folclore e linguagem
Arte é manifestação, crença e costume
Arte é o que o indivíduo exprime
Arte é grotesca e sublime
Arte é luz e pigmento
Arte é vida e sofrimento
Arte é o belo e o feio
Arte é o bem é o mal
Arte é Universal
(Gabriela Diaz)

A SHORT LOVE STORY (2008) | Carlos Lascano


Uma Curta Historia de Amor, 
 é uma curta-metragem, argentino, escrito e realizado por Carlos Lascano.

” Se você pedir para dez crianças desenharem um “Desenho Livre”, quatro delas farão uma casa.

Por que será?”