O conceito de afetividade de Henri Wallon é colocado em prática no filme O Contador de Histórias

Ao assitir o filme O Contador de História,  pude ver na prática a teoria de Wallon ser exercida. Fica claro que iniciativas educacionais com afetividade trás resultados surpreendentes, respostas positivas e harmonizam o convívio social.  Por isso ao lidar com algum tipo de  problema rotulado como irreversível, lembre-se que o AMOR é a fórmula indispensável para alcançar o “impossível” .

Baseado numa história O Contador de História (Brasil,2009) é um filme biográfico, que conta a história de um um contador de histórias. Trata-se de Roberto Carlos Ramos ou Roberto Carlos Contador de Histórias, como é conhecido em Belo Horizonte. O diretor Luiz Villaça descobriu o contador de história por acaso, em um livro infantil que seu filho havia ganhado de presente, e após ler a história de Roberto Carlos, desenvolveu o projeto do filme premiado com o selo da Unesco, Organização das Nações Unidas.

O filme passa-se na década de 1970, iniciando sua ação na cidade de onde Roberto Carlos Ramos vive com a mãe e seus nove irmãos em uma favela. A mãe leva-o então para a FEBEM acreditando que lá o filho terá melhores oportunidades, podendo até tornar-se um doutor.Na instituição, Roberto Carlos usa sua criatividade para conseguir mais comida e atenção, também aprende a impor moral entre os internos, mas ao tornar-se adolescente é transferido para outra instituição onde as regras são mais rígidas.Para fugir de castigos físicos, ele e outros internos descobrem o mundo das drogas e de pequenos delitos, fugindo sempre que aparece oportunidade para isso. Seu comportamento é rotulado pela instituição de irrecuperável. Nesse momento de sua vida, aparece a pedagoga francesa Margherit Duvas, que aos poucos, com palavras carinhosas e atitudes educadas vai conquistando o menino irrecuperável. Ela o adota e ele então tem a chance de se alfabetizar, estudar e dar asas a sua criatividade. Ambos vão viver na França. Após concluir seus estudos, Roberto Carlos retorna à Febém, como educador, e inicia sua história com outras crianças e adolescentes que ele vai adotando e criando uma família numerosa, com vinte filhos adotivos, alguns, como ele, ditos irrecuperáveis pelas instituições.

Henri Wallon inovou ao colocar a afetividade como um dos aspectos centrais do desenvolvimento

Quando uma mãe abre os braços para receber um bebê que dá seus primeiros passos, expressa com gestos a intenção de acolhê-lo e ele reage caminhando em sua direção. Com esse movimento, a criança amplia seu conhecimento e é estimulada a aprender a andar. Assim como ela, toda pessoa é afetada tanto por elementos externos – o olhar do outro, um objeto que chama a atenção, uma informação que recebe do meio – quanto por sensações internas – medo, alegria, fome – e responde a eles. Essa condição humana recebe o nome de afetividade e é crucial para o desenvolvimento. Diferentemente do que se pensa, o conceito não é sinônimo de carinho e amor (leia o resumo no quadro abaixo). “Todo ser humano é afetado positiva e negativamente e reage a esses estímulos”, explica Abigail Alvarenga Mahoney, pesquisadora convidada do Programa de Estudos Pós-Graduados em Educação: Psicologia da Educação, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

Grandes estudiosos, como Jean Piaget (1896-1980) e Lev Vygotsky (1896-1934), já atribuíam importância à afetividad

e no processo evolutivo, mas foi o educador francês Henri Wallon (1879-1962) que se aprofundou na questão. Ao estudar a criança, ele não coloca a inteligência como o principal componente do desenvolvimento, mas defende que a vida psíquica é formada por três dimensões – motora, afetiva e cognitiva -, que coexistem e atuam de forma integrada. “O que é conquistado em um plano atinge o outro mesmo que não se tenha consciência disso”, diz Laurinda Ramalho de Almeida, vice-coordenadora do Programa de Estudos Pós-Graduados em Educação, da PUC-SP. No exemplo dado, ao andar, o bebê desenvolve suas dimensões motora e cognitiva, com base em um estímulo afetivo. Um olhar repressor da mãe poderia impedi-lo de aprender.

Wallon defende que o processo de evolução depende tanto da capacidade biológica do sujeito quanto do ambiente, que o afeta de alguma forma. Ele nasce com um equipamento orgânico, que lhe dá determinados recursos, mas é o meio que vai permitir que essas potencialidades se desenvolvam. “Uma criança com um aparelho fonador em perfeitas condições, por exemplo, só vai desenvolver a fala se estiver em um ambiente que desperte isso, com falantes que possam ser imitados e outros mecanismos de aprend

izagem”, explica Laurinda (saiba mais no trecho de livro na página seguinte).

Assim como Piaget, Wallon divide o desenvolvimento em etapas, que para ele são cinco: impulsivo-emocional; sensório-motor e projetivo; personalismo; categorial; e puberdade e adolescência. Ao longo desse processo, a afetividade e a inteligência se alternam. No primeiro ano de vida, a função que predomina é a afetividade. O bebê a usa para se expressar e interagir com as pessoas, que reagem a essas manifestações e intermediam a relação dele com o ambiente. Depois, na etapa sensório-motora e projetiva, a inteligência prepondera. É o momento em que a criança começa a andar, falar e manipular objetos e está voltada para o exterior, ou seja, para o conhecimento. Essas mudanças não significam, no entanto, que uma das funções desaparece. Como explica Izabel Galvão no livro Henri Wallon: Uma Concepção Dialética do Desenvolvimento Infantil, “apesar de alternarem a dominância,

afetividade e cognição não são funções exteriores uma à outra. Ao reaparecer como atividade predominante, uma incorpora as conquistas da anterior”.

As três manifestações da afetividade

Wallon mostra que a afetividade é expressa de três maneiras: por meio da emoção, do sentimento e da paixão. Essas manifestações surgem durante toda a vida do indivíduo, mas, assim como o pensamento infantil, apresentam uma evolução, que caminha do sincrético para o diferencial. A emoção, segundo o educador, é a primeira expressão da afetividade. Ela tem uma ativação orgânica, ou seja, não é controlada pela razão. Quando alguém é assaltado e fica com medo, por exemplo, pode sair correndo mesmo sabendo que não é a melhor forma de reagir.

O sentimento, por sua vez, já tem um caráter mais cognitivo. Ele é a representação da sensação e surge nos momentos em que a pessoa já consegue falar sobre o que lhe afeta – ao comenta um momento de tristeza, por exemplo. Já a paixão tem como característica o autocontrole em função de um objetivo. Ela se manifesta quando o indivíduo domina o medo, por exemplo, para sair de uma situação de perigo. .

Pelo fato de ser mais visível que as outras duas manifestações, a emoção é tida por Wallon como a forma mais expressiva de afetividade e ganha destaque dentro de suas obras. Ao observar as reações emotivas, ele encontra indicadores para analisar as estratégias usadas em sala de aula (leia a questão de concurso acima). “Se o professor consegue entender o que ocorre quando o aluno está cansado ou desmotivado, por exemplo, é capaz de usar a informação a favor do conhecimento, controlando a situação”, explica Laurinda. Não é possível falar em afetividade sem falar em emoção, porém os dois termos não são sinônimos. Na próxima reportagem da série, você vai conhecer mais a fundo as teorias de Wallon sobre essa importante expressão, tida como o primeiro recurso de interação do indivíduo com o meio.

Trecho de livro

“O espaço não é primitivamente uma ordem entre as coisas, é antes uma qualidade das coisas em relação a nós próprios, e nessa relação é grande o papel da afetividade, da pertença, do aproximar ou do evitar, da proximidade ou do afastamento.”
Henri Wallon no livro Do Ato ao Pensamento

Comentário
Neste trecho, Wallon mostra que a afetividade está sempre presente em todos os momentos, movimentos e circunstâncias de nossas ações, assim como o ato motor e a cognição. O espaço permite a aproximação ou o retraimento em relação a sensações de bem-estar ou mal-estar. É importante saber o que a escola, a sala de aula, a distribuição das carteiras e a organização do ambiente provocam nos alunos: abraço ou repulsa.

Fonte: http://revistaescola.abril.com.br/gestao-escolar/conceito-afetividade-henri-wallon-645917.shtml

http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Contador_de_Hist%C3%B3rias

Publicidade

Um Plano Para Salvar o Planeta

Um filme que pode ilustrar ainda mais quando o assunto é sustentabilidade. Aprender brincando é mais fácil e prazeroso.

O filme vai ajudar você  argumentar e conscientizar os alunos  sobre os  problemas do planeta Terra.  Aproveite para criar e gerar  debates, atividades e pesquisas em grupo.Com muita brincadeira e amor o resultado é atingido d

e uma forma gratificante. Experimente passar o filme e escutar o que eles tem a dizer, divida as experiências do grupo.

Filme Turma da Mônica Um Plano Para Salvar o Planeta

Nome Original: Turma da Mônica – Um Plano Para Salvar o Planeta   

Direção: Maurício de Souza                                                                      

Lançamento: 2011 Duração: 30 minutos…

Sinopse: Na trama, Franjinha inventa uma poção capaz de deixar todas as coisas limpas. A turma visita seu laboratório e, no meio da bagunça, um pouco da fórmula cai sobre o Cascão, que fica limpíssimo.
Assim, Mônica e seus amigos decidem pegar borrifadores com o produto e sair pelo bairro para acabar com a sujeira e a poluição.

Os videos estão disponíveis no YouTube, agora é só dividir com os alunos e elaborar atividades relacionadas a ideia principal do filme.

 

SUTENTABILIDADE ECOLÓGICA PARA 2013

Ser  ecologicamente correto não é apenas fazer sua parte, é estimular o próximo a fazer a dele!

 

A sustentabilidade ecológica é o que precisamos para se manter vivos no planeta terra, significa que temos que preservar os recursos naturais para poder utilizá-los no futuro. Hoje nós já consumidos muitos mais do que produzimos, estamos tirando mais da terra do que ela pode, oferecer o que no futuro poderá causar desastres ecológicos, pobreza, fome e extinção.

Por isso o estudar nosso ecossistema é tão importante, é preciso aplicar a sustentabilidade no dia a dia, mas empresas e nas escolas também, ou seja, sustentabilidade2 231x300 Sustentabilidade Ecológica diminuir o impacto ao meio ambiente e reconstruí-lo, a exemplo: utilizar a madeira, mas fazer o reflorestamento para garantir seu uso no futuro.

Ou seja, a sustentabilidade ecológica é um ciclo de uso da matéria prima encontrada na Terra, utilizar os recursos de hoje pensando no dia de amanhã. Este ciclo permite que a evolução ocorra, mas sem causar danos irreversíveis ao planeta, é uma forma de prevenção e responsabilidade que as empresas e instituições deveriam realizar, mas já sabemos que não é o que geralmente acontece.

As organizações empresariais têm um papel muito importante a desempenhar para garantir a sustentabilidade ambiental. Já as escolas de conscientizar seus alunos a fazerem parte desse processo. Eles precisam chegar a um modelo de negócio que não apenas os beneficie, mas também contribui para a segurança do ambiente e da sociedade.

De acordo com especialistas, a sustentabilidade ecológica pode ser considerada umas bases fortes para garantir o desenvolvimento sustentável, é preciso focar no bem estar ambiental e social, juntamente com o crescimento econômico. Portanto, os governos, bem como empresas de todo o mundo precisam considerar este aspecto para melhores resultados.

Nós precisamos entender que para preservar as nações futuras temos de iniciar a preservação hoje, para garantir que os recursos naturais permaneçam, e assim a raça humana pode continuar a viver, se estas medidas forem tomadas com eficiência e rapidez, podemos ter qualidade de vida e oferecer um desenvolvimento econômico e social igual para todos os povos, mas isso só ira acontecer se respeitarmos os limites da Terra.

Fonte: http://www.atitudessustentaveis.com.br/conscientizacao/sustentabilidade-ecologica/