Exposição une arte e sustentabilidade

{8D1CA5F6-8CFC-4183-9013-67CB60B51245}_Expo Vira Lata Biofa - interna

Inovação e criatividade caminham juntas, de fato. Agora, na exposição Vira-Lata, elas transformam-se em arte, propondo uma reavalização sobre os objetos, frequentemente, descartados no cotidiano. A exposição, que ocorre de 2 de fevereiro a 31 de março, na Praça Victor Civita, evidencia, além das outras possibilidades de objetos comuns, outras possibilidades para o fazer artístico e para as artes plásticas. Através da abordagem da reciclagem com arte, artistas plásticos fazem reuso de diversos tipos de latas, entre bebidas, alimentos, tintas e outros.
Em consonância com as reflexões contemporâneas sobre sustentabilidade e ecologia, a linguagem proposta visa a transformação da Praça Victor Civita em um espaço aberto para o usufruto de um outro tipo de arte. A exposição enriquece os sentidos e provoca, concomitantemente, uma reflexão madura sobre o descarte desnecessário de materiais recicláveis.
O título “Vira-Lata” é uma referência aos conhecidos cães de rua que vivem virando latas de lixo na busca por alimentos, mas também, se associa à virada artística promovida pelos artistas, transformando o que para muitos é simplesmente lixo, em obras de arte. Estas, além de ricas em significado, são belíssimas.

Exposição Vira-Lata
Data: de 2 de fevereiro a 31 de março de 2013. De segunda a domingo, das 8h às 18h
Local: Museu da Sustentabilidade
Endereço: Praça Victor Civita, Rua Sumidouro, 580, Pinheiros – São Paulo/SP
Contato: (11) 3031-3689
Entrada Franca

Fonte: http://pitangadigital.wordpress.com/2013/02/06/exposicao-une-arte-e-sustentabilidade/

Vandana Shiva – O TEMPO E O MODO

 

“Vandana Shiva alia a física quântica ao ativismo social para resistir pacificamente a um sistema que considera ter colonizado a terra, a vida e o espírito. Conta-nos como começou a defender a floresta, as sementes e os modos de vida e produção locais contra o controlo e o registo de patentes feitos pelas multinacionais.
A análise de Shiva vai mais além: remete-nos para as profundas implicações que o sistema capitalista patriarcal tem na construção de um mundo desigual, com consequências dramáticas, como a fome ou as alterações climáticas, que, para Shiva, são sintomas de implosão de uma civilização que falha material e espiritualmente. A nossa civilização, para sobreviver, terá de rever o seu modelo de compreensão e de interação com o mundo, tendo como exemplo o conhecimento holístico das civilizações chinesa e indiana, que, para Shiva, sobreviveram à História essencialmente porque diferem do Ocidente na relação que estabeleceram com a natureza”.