Filme de longa-metragem do Território do Brincar na abertura da Ciranda de Filmes 2015

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Um filme que arranca lágrimas e risadas e que desenterra lembranças profundas. São 90 minutos de puro encantamento. 

Assista ao filme Território do Brincar nos cinemas de SP e RJ a partir do dia 28 de maio – Dia Mundial do Brincar. No dia 04/06 em Porto Alegre, Curitiba, Florianópolis, Brasília, Belo Horizonte, Salvador, João Pessoa e Santos

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TERRITÓRIO DO BRINCAR – VÍDEOS DOCUMENTÁRIOS

 APROVEITE ESSA SEMANA E DIVIDA COM OS SEUS ALUNOS EXPERIÊNCIAS COM CRIANÇAS DE DIFERENTES TERRITÓRIOS!

Aqui estão alguns dos vídeos disponíveis no site: http://territoriodobrincar.com.br/videos/  contextualize com seus alunos a importância do brincar, faça um debate entre o grupo. Pois sabemos que com o avanço tecnológico as crianças estão esquecendo de ser criança. E o pior achando essa fase da vida chata e sem graça.

Semana Mundial do Brincar – http://www.aliancapelainfancia.org.br/

 Este documentário mostra uma mobilização pela preservação do tempo da infância.

O grito Agudo

A criança tem direitos que nem sempre são atendidos;download

A criança tem deveres que não são vividos,

A criança percebe que as vidas são sem sentidos.

A esperança da criança está no ato de apenas ser criança!

Gabriela Diaz

Confira a programação:

https://semanamundialdobrincar2015.wordpress.com/

SEMANA MUNDIAL DO BRINCAR

Esta semana é muito importante para a Aliança pela Infância, pois é uma mobilização que reúne diferentes atores, como pais, educadores, médicos, comunicadores, instituições privadas, representantes de instituições governamentais, entre outros. Juntos, realizamos um conjunto de ações com o imageobjetivo de ressaltar a importância do Brincar na sociedade.

O foco é lembrar os adultos sobre a necessidade de preservação e o respeito do tempo das crianças brincarem. Cada vez mais vemos famílias que, por não poderem ter um tempo de qualidade com seus filhos, compram vídeos, jogos eletrônicos entre outras coisas e passam menos tempo ao lado deles.

Chamamos de tempo de qualidade aquele que os adultos passam com as crianças, quando eles estão presentes com atenção e com amorosidade. Trata-se da presença atenta à intermediação, quando necessária, quando solicitada. Nada mais.

Neste contexto, ressaltamos também os cuidados que os adultos precisam ter com os excessos de zelo, interferindo constantemente nas brincadeiras das crianças, sem respeitá-las. Cada brincadeira tem um momento e cada criança tem um tempo interno que a conecta à brincadeira.

Quando adultos cometem interferências constantes, tentando ensinar as crianças a brincar corretamente, eles podem estar anulando outras possibilidades de construções internas que ocorrem naquele momento.

Cuidados como estes e outros, como respeitar os momentos das brincadeiras livres, onde podem correr e se movimentar, fazem parte da necessidade das crianças para que possam desenvolver-se plenamente, de forma sadia, física e emocionalmente.

Para que isso seja respeitado, é preciso que a sociedade atual tenha consciência e se preocupe em ter espaços públicos adequados e seguros para tornar viável esta necessidade vital do ser humano.

O Brincar é um direito político das crianças que une, por meio da Semana do Brincar, parceiros com as mais distintas origens para fazer parte desta ciranda. É um caminho de transformação social que tem como missão honrar o direito de ser criança.

O que é a Semana Mundial do Brincar?

Uma semana de mobilização promovida por todos os núcleos da Aliança pela Infância no Brasil e nos municípios parceiros que compartilham conosco suas experiências.

São manhãs e tardes de brincadeiras abertas para a comunidade, palestras e ciclos de debates, sempre com o tema do brincar, realizados graças a uma série de articulações.

Objetivo

Contribuir para o aumento da sensibilização e da consciência sobre a importância do brincar e o respeito que devemos ter por esta ação e compartilhar o impacto das consequências de termos cada vez menos tempo para esta ação na infância.

De que brincar estamos falando?

O brincar em que acreditamos é:
— Atividade essencial com fim em si mesma

— Instrumento de expressão e desenvolvimento da criança

— Resgate cultural das brincadeiras de rua e vivências lúdicas

— Fonte de aprendizado, transmissão de saberes e de educação para todos

— Expressão cultural que promove encontros entre membros de gerações diferentes

— Criador de vínculos sociais e de comunicação

— Lazer e fonte de prazer

Por quê?

A Aliança pela Infância no Brasil tem divulgado e incentivado a comemoração do Dia internacional do Brincar, desde sua criação. Para esta rede, o movimento que dissemina o Brincar é extremamente importante, pois acredita que as crianças precisam de tempo para ser crianças.

Como o movimento vem crescendo a cada ano, a comemoração do Dia Internacional do Brincar também se ampliou e conquistou cada vez mais adesões e parcerias, tendo se transformado na Semana Nacional do Brincar em 2010.

A Semana Mundial do Brincar é uma campanha de mobilização social de grande relevância para o trabalho da rede no Brasil. A Aliança pela Infância tem acompanhado o curso que este evento tem tido no país e seus desdobramentos. Acredita que ainda há muito por fazer neste âmbito, pois se trata da garantia de um dos direitos essenciais das crianças.

Como acontece?

São manhãs e tardes com oficinas e espaços abertos para brincadeiras, música, artes plásticas, teatro, danças, circo, leitura, contação de histórias, manifestações culturais tradicionais e atividades livres em espaços lúdicos com brinquedos não estruturados. Também há para adultos, a organização de palestras e debates sobre este tema.

As comemorações ocorrem em todos os núcleos da Aliança pela Infância e nos municípios que entram em contato com a gestão nacional da Aliança pela Infância, para desenvolverem ações em parceria. Para isso precisamos garantir que:

A participação nesta comemoração seja gratuita para todos;
As ações desta semana permitam a união de pessoas de idades e culturas diferentes;
O brincar seja tratado como uma ação com um fim em si mesma;
As ações desta semana promovam o brincar sob todas as suas formas: brincadeiras, momentos com brinquedos diferenciados, jogos de tabuleiro, jogos ao ar livre, brincadeiras tradicionais, e iniciativas como exposições, palestras, debates;
Nesta semana, nossos esforços sejam focados em promover a prática do brincar em espaços públicos e privados, instituições, escolas, na rua e na família.

Público-alvo

Crianças de até 12 anos de todas as classes sociais.

Beneficiários diretos

Crianças que participam diretamente dos eventos.

Adultos que participam acompanhando as crianças.

Beneficiários indiretos

Crianças que não participaram diretamente, mas que convivem com pessoas que participaram e que costumam replicar as brincadeiras e atividades significativas.

Execução

Identificar os locais em que o evento vai ocorrer, em parceria com a Aliança pela Infância;
Organizar e articular estas ações com o núcleo local da Aliança pela Infância – caso haja um no município;
Convidar profissionais de áreas diferentes para atuar voluntariamente na Semana do Brincar;
Definir a agenda;
Divulgar o evento em rede nacional por meio da gestão da Aliança pela Infância;
Identificar parceiros potenciais no local para execução em conjunto das ações;
Consolidar, com parceiros locais e nacionais, o apoio com a presença de monitores, segurança e equipe de saúde para a realização dos eventos;
Elaborar e executar a sistematização das ações que compõem a semana;
Acompanhar o número de crianças e adultos atendidos.

Onde se realiza?

Independentemente do local onde você esteja, basta apenas desejar fazer parte desta ciranda de pessoas conectadas ao mesmo objetivo: promover a consciência sobre a importância do brincar para todos os cidadãos.

Seja você também um voluntário nesta jornada em defesa de um dos direitos mais preciosos da infância!

Crianças no comando

Instituições democráticas têm o desafio de formar estudantes autônomos e cooperativos. Conheça algumas escolas onde este conceito já está funcionando.

crianças no comado

Às 8h30 de uma manhã nublada, as crianças da turma da Educação Infantil entraram no ônibus escolar para fazer uma visita. Não era para um parque ou museu da cidade de Santo Antônio do Pinhal, a 179 quilômetros de São Paulo. Os pequenos de 3 a 5 anos da Escola Municipal Antônio José Ramos foram ao gabinete do prefeito levar suas reivindicações. Depois de tomar um café da manhã com pão de queijo e iogurte, expuseram as demandas e opiniões:

– O parquinho está velho e os colchonetes também – disse Rafael, 5 anos.

– Eu gosto muito da comida que a dona Fátima faz – falou outra criança, referindo-se a uma das merendeiras da instituição.

Os assuntos levados à conversa foram previamente discutidos com as educadoras Daniela Barbosa e Aurora Chiaradia em classe. O gestor da cidade anotou as demandas para, posteriormente, avaliá-las junto com a equipe da Secretaria Municipal de Educação e dar um retorno à turminha.

O episódio, que pode parecer inusitado na maioria das escolas, é comum em instituições que adotam os princípios da Educação democrática: horizontalidade das relações, centralidade nos interesses dos alunos e gestão participativa.

No livro República de Crianças – Sobre Experiências Escolares de Resistência (Ed. Mercado), a socióloga Helena Singer conta que o surgimento dessa proposta está ligado ao movimento Escola Nova, nascido na segunda metade do século 19 e marcado pela crítica ao ensino tradicional.

O escritor russo Leon Tolstói (1828-1910), precursor dessa maneira distinta de pensar o ensino, se inspirou nas obras de Karl Marx (1818-1883) e Jean-Jacques Rousseau (1712-1778) para fundar a escola Iasnaia Poliana, localizada na cidade russa de mesmo nome. A instituição foi planejada com o objetivo de criar um ambiente deliberdade para as crianças, totalmente contrário ao das instituições autoritárias. Em vez de uma estrutura fixa e hierárquica, a proposta de Tolstói contava com classes multisseriadas, rotina flexível, diferentes ambientes de aprendizagem e regras construídas coletivamente.

Na época, o modelo não ganhou escala, fato que só veio a ocorrer em meados do século 20, com a criação de algumas das instituições democráticas mais conhecidas no mundo: Summerhill, na Inglaterra, e a Escola da Ponte, em Portugal.

Influenciada pela iniciativa portuguesa, a Escola Municipal Antônio José Ramos, que abre esta reportagem, adotou princípios democráticos em 2005, depois de uma parceria entre a prefeitura de Santo Antônio do Pinhal e a Fundação Ralston-Semler, voltada à disseminação desses valores na rede pública. Entre as mudanças que passaram a fazer parte da rotina da escola está a adoção de uma nova organização dos alunos. Em vez de um sistema seriado, a instituição passou a agrupar as crianças de acordo com a faixa etária: de 3 a 5 anos (equivalente à pré-escola), 6 e 7 anos (que seriam como o 1º e 2º anos do Fundamental) e de 8 a 10 anos (como 3º, 4º e 5º anos).

Outro ponto importante foi a revisão na forma de planejar as atividades. As educadoras passaram a ser chamadas de tutoras e a se responsabilizar pelo trabalho com os conteúdos curriculares, organizados em projetos e atividades definidos com a participação dos alunos. A possibilidade de as crianças gerenciarem a própria aprendizagem é uma característica indispensável numa escola democrática.

“O princípio mais básico desse modelo é a participação dos estudantes na tomada de decisões sobre diversos temas”, explica Mariana Wrege, doutoranda em Psicologia Educacional na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

É claro que existem conteúdos que não são negociáveis, como leitura, escrita e matemática, mas o estudante, com o apoio de um professor tutor, pode debater a escolha das atividades. “A rede possui uma matriz de competências e habilidades definida de acordo com cada faixa etária e que não pode ser perdida de vista. Cabe às tutoras definir quais aprendizagens estarão em jogo em cada proposta e como articulá-las”, diz Sonia Ferreira, coordenadora pedagógica geral da Secretaria Municipal de Educação.

Uma vez escolhidos os temas dos projetos com a garotada, as educadoras dividem a tarefa de ensinar alguns conteúdos com os chamados “mestres”, profissionais que não têm, necessariamente, formação em Educação, mas trazem conhecimentos ou habilidades específicos e são contratados pela secretaria para algumas aulas. As crianças da turma de 3 a 5 anos, por exemplo, tinham escolhido, com as tutoras, atividades musicais e receberam a visita do músico Daniel Moray Luza para um recital de violão.

INTERESSES DOS ALUNOS EM PRIMEIRO LUGAR
O trabalho com propostas escolhidas pelos estudantes também é uma realidade no CIEJA Campo Limpo, em São Paulo. A instituição, que atende jovens e adultos de 15 a 92 anos no Ensino Fundamental, incentiva que eles tenham ideias de melhoria da região em que vivem e faz dessas propostas atividades de sala. A ideia de envolver a comunidade está alinhada aos princípios democráticos e é defendida pela escola como um valor importante. “Não adianta permanecer como uma ilha num contexto autoritário. Ser democrática significa chamar a comunidade para participar da escola porque os problemas do entorno também são dela”, explica Helena.

Todo semestre, os alunos escrevem um projeto de intervenção no bairro. “Já foram feitas ações em um orfanato, em casas de apoio ao câncer e uma campanha de conscientização dos direitos das pessoas com deficiência. A próxima proposta é construir uma horta comunitária de temperos e chás numa rotatória que serve como depósito de lixo”, conta a diretora Eda Luiz. “Nossa ideia é unir forças com a comunidade para que todos os moradores das redondezas possam cuidar da horta e colher a produção”, comenta.

A professora Amanda Lima, de Ciências, explica que, para realizar a intervenção, é necessário trabalhar em sala conteúdos relacionados ao tema do projeto. No caso da construção da horta, por exemplo, os jovens e adultos estudaram a terra e o adubo orgânico. Além disso, montaram um sistema de calhas nos telhados da escola para captar água da chuva. O líquido será usado para regar a plantação. Essas ações envolvem conhecimentos específicos das áreas de física, química e biologia, por exemplo.

Apesar de estar diretamente conectada com a comunidade e encorajar as iniciativas dos próprios alunos, a escola enfrenta desafios e críticas vindos de dentro e de fora da instituição. “Ainda existe um modelo de ensino no imaginário das pessoas, com quadro, giz e livro didático. A todo o momento, temos que conversar com nossos alunos sobre a proposta, mas já ouvi muitas vezes que é o professor quem deve dar aula, não o estudante quem tem de falar”, diz Eda.

A mesma divergência acontece nas escolas democráticas que atendem crianças. “Os pais não conseguem avaliar uma instituição como essa porque não têm parâmetro para dizer se o filho está indo bem ou mal. Onde eles estudaram na infância, se tiravam nota alta, estavam bem, se era baixa, estavam mal”, diz Helena. Os professores também têm de encarar transformações. Nesse modelo, é preciso reconceitualizar o que quer dizer “dar aula”. “É uma cultura profissional em que ele tem que se reinventar”, complementa.

Garantir a aprendizagem nesse contexto não é fácil e exige uma reflexão constante da equipe docente, com o apoio da coordenação pedagógica, para garantir que se consiga, ao mesmo tempo, respeitar os percursos pessoais de aprendizagem traçados pelas crianças e garantir a aquisição de conteúdos.

MAIS TEMPO NA ESCOLA
Para dar conta desse desafio, algumas instituições optam pela ampliação do turno escolar, ofertando aos alunos um número maior de atividades, como fez Escola Municipal Sebastiana Luiza de Oliveira Prado, em Ubatuba, a 237 quilômetros de São Paulo. A escola segue o modelo democrático desde 2010, quando Néia Correia – que foi diretora até 2014 – convocou toda a comunidade para discutir a alta evasão e a violência na região. “Desenhamos um novo modelo para atender aos anseios de estudantes e familiares”, relata ela.

As primeiras mudanças foram aumentar o tempo de permanência das crianças, que passou a ser das 7h30 às 15h30, construir outros espaços de aprendizagem e flexibilizar o currículo de acordo com as vontades dos alunos. “Como é uma escola pública, precisamos seguir certos padrões, como as diretrizes curriculares. No entanto, nossos estudantes desenvolvem projetos com autonomia, acompanhados pelo professor da sala”, explica Néia.

A adoção desse modelo na rede pública brasileira é aceita desde a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), de 1996, que deu autonomia de proposta curricular às instituições de ensino, possibilitando que se organizassem da maneira que melhor atendesse à comunidade.

A escola optou por manter a divisão por séries, mas reviu o planejamento para que o interesse das crianças também tivesse vez. A turma do 4º ano, por exemplo, viu a chegada de um novo computador à sala de informática como uma oportunidade para desenvolver um jornal estudantil. “Pegamos o nosso caderno e começamos a entrevistar as pessoas. Uma vez, fomos ao posto de saúde do bairro para tirar dúvidas sobre diabetes”, relata a aluna Adriana, 9 anos. Entrevistas, pesquisas e até questões discutidas nas assembleias se transformam em textos, ilustrações e gráficos disponíveis para quem quer ler.

O gerenciamento do projeto fica sob a responsabilidade da professora da turma, Naiara Pereira de Sousa. “Enquanto os alunos se preocupam com o objetivo de divulgar informações, eu foco nos conteúdos que posso ensinar durante o trabalho”, diz. Com o desenvolvimento do jornal, a docente trabalhou alguns conhecimentos das disciplinas de língua portuguesa, matemática e história.

“Nesse modelo de escola, diversos aspectos da aprendizagem que não são ressaltados e instituições tradicionais são valorizados. Os alunos aprendem estratégias de planejamento de ações para realizar uma atividade e conseguem prever o percurso que precisarão percorrer para atingir um objetivo”, explica Helena.

Dessa forma, o estudante se torna menos passivo e mais autônomo, com habilidade de saber estudar, pesquisar e propor assuntos que se tornam objetos de pesquisa.

AS INSTÂNCIAS COLETIVAS DE DISCUSSÃO

A liberdade de propor temas e projetos, no entanto, é apenas um dos princípios das escolas democráticas. Outro atributo bastante importante é a participação de toda a comunidade na definição do regulamento da instituição. “O propósito de uma regra é fazer com que os trabalhos se organizem bem e que se crie um espaço de boa convivência. Portanto, ela só faz sentido se transformar o ambiente em algo melhor”, explica Telma Vinha, professora de Psicologia Educacional da Unicamp e colunista de Nova Escola. A proposta de incluir os alunos na discussão sobre valores e regulações que regem cada escola está prevista no Brasil desde os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), publicados em 1997. Neles fica clara a visão da educação como o espaço em que se proporcionam o respeito às diferenças e o convívio democrático.

O lugar primordial para esse diálogo é a assembleia, na qual alunos, professores, gestores e funcionários debatem, geralmente por representatividade direta, a regulamentação das relações interpessoais e a convivência no âmbito dos espaços coletivos. Na Escola Municipal Antônio José Ramos, esse momento é institucionalizado e acontece semanalmente, com uma hora no final do dia destinada à discussão. No início de cada sessão, uma das tutoras explica o funcionamento da atividade: o grupo levantará as pautas a ser discutidas e alguém se responsabilizará por anotá-las. Quem quiser falar deve levantar a mão e esperar sua vez. As questões são debatidas por todos até se chegar a uma solução consensual.

Para Telma, a discussão em si é mais importante do que a própria resolução final da questão. “É no processo que se identificam os problemas e se trocam perspectivas. A intervenção do professor é para incentivar a cooperação e a troca, discutindo o que está acontecendo e por quê. Dessa forma, as crianças aprendem a pensar na causa e percebem que um desrespeito à regra criada é um desrespeito a todo o grupo que a elaborou”, explica a pesquisadora. A decisão é a consequência do processo. “A assembleia é, portanto, legislativa, não é judiciária”, diz.

Nem todos os assuntos ligados à escola, no entanto, devem se tornar pauta para esse fórum. Problemas de âmbito privado, princípios norteadores da instituição e questões que não são de responsabilidade dos alunos ficam de fora. “Para as questões particulares, há os ciclos restaurativos. Aquilo que é individual não pode ter exposição pública”, defende Telma. Existem também certas regras que são inegociáveis, como a necessidade de uma boa alimentação e a proibição de bater nos colegas. “Podemos discutir sobre esses tópicos, mas sempre pensando que existe um princípio por trás dessas regras, como a boa saúde e o respeito ao outro”, explica Mariana.

Outros assuntos, como orçamento e desligamento de membros da equipe escolar, não cabem ao escopo dos alunos. “Eles devem se envolver nas discussões de acordo com sua capacidade de decidir. Não adianta participar da decisão alguém que não vai assumir a responsabilidade”, diz Helena. Fazer o balanceamento desses interesses e garantir uma escola ao mesmo tempo democrática e onde todos aprendem ainda é um desafio.

Fonte: Planeta Sustentável Maio -2015

Como fazer pó colorido (Holi powder)

O  festival holi ou Festival das Cores     é um  dos eventos mais fascinantes que existem no mundo  a explosão de cores  que é  realizado na Índia todos os anos.

Já pensou em chamar seus amigos e dar início a uma guerra de alegria e DIVERSÃO! Adorei a ideia e resolvi compartilhar no meu blog também.

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Ingredientes: Polvilho doce, anilina (comestível) e água.

Quanto mais anilina, mais forte e mais bonito o pó. E ainda adere mais ao corpo. Para 1kg de polvilho usaram aproximadamente 2 copos de 300ml de água com bastante anilina (a anilina pode ser em pó ou líquida. sendo que pra obter melhor resultado é preferível a líquida

Como Fazer: Primeiro coloque 1kg de polvilho doce em um balde. Aos poucos coloque a mistura da água com anilina e mexa. O polvilho vai ficar meio empedrado. Quebre as pedrinhas e misture bem a água com o polvilho. Tome cuidado para não ficar muito molhado. Caso passe do ponto e o polvilho endureça demais, coloque mais (polvilho) que ele amolece de novo. Depois abra essa mistura em alguma superfície tipo um tabuleiro e coloque para secar no sol. Ele fica bem seco depois de uns 4 dias. Por último é só peneirar ou bater no liquidificador, empacotar e pronto! E a dica: fazer com polvilho doce por causa do cheiro. É mais brando.

*Sai fácil do corpo e não mancha as roupas. Também é comestível e atóxico. Divirta-se!

Também tem um passo a passo nesse vídeo:

Fonte: Blog Vem pra rua menino!

As escolas mais legais do mundo

Instituições de ensino tão divertidas que acabam com qualquer desculpa para matar aula e ensinam aos alunos importantes conceitos sobre sustentabilidade

O mundo mudou e os estudantes também. A nova geração de crianças e jovens nasceu na era digital e precisa de uma sala de aula adaptada para um estilo de aprendizado diferente. Confira abaixo alguns países que já se deram conta disso!

APERTA, QUE CABE
Nome: Container Classroom
Onde: Cape Town, África do Sul
No Brasil, transformar contêineres em salas de aula práticas e baratas não deu muito certo. Mas, na África do Sul, o projeto foi melhorado e traz tudo que é necessário para o aprendizado, inclusive horta e playground (veja imagem que abre esta reportagem).

À PROVA D’ÁGUA

Nome: Makoko Floating School
Onde: Lagos, Nigéria

Divulgação

Pensando nas inundações da região, o arquiteto Kunie Adevemi projetou prédiosflutuantes. A escola tem playground, salas de aula e espaços de lazer ao ar livre, além de usar painéis solares para gerar energia e um sistema de captação da água da chuva.

A QUEDA DO MURO
Nome: Vittra Telefonplan
Onde: Estocolmo, Suécia

Divulgação

O ambiente é a maior ferramenta de aprendizado. Há cinco locais integrados, sem paredes: caverna (estudos), laboratórios (para pôr os estudos em prática), fogueiras (aulas em grupo), teatro (ambiente expositivo) e o furo (para as crianças manifestarem seus impulsos).

CASA DA ÁRVORE
Nome: Fuji Youchien
Onde: Tóquio, Japão

Divulgação

A estrutura baseada em metal, vidro e madeira foi construída em volta de uma grande árvore que serve não só como sala de aula mas também como espaço para brincadeiras e até como ponto de ônibus.