Máscaras Africanas Sustentáveis

Desenvolver uma aula cultural e prática, foi o ponto de partida dessa proposta.

Vídeo Educativo + Imagens (google) + Máscaras (aula prática) = Exposição da obra dos alunos

PROPOSTA

Fundamental I e II

A cultura africana e o e conceito das máscaras para as tribos. Iniciar a atividade abordando (os alunos):

O que simboliza as Máscaras para os povos e tribos africanas?

Professor, pesquisa sobre o assunto em fontes de sua escolha, afinal é uma cultura riquíssima, onde diversos países relatam suas crenças. Eu optei por Etiópia e Somália.

 

Uma aula rica em cultura, pois falar do continente africano é falarmos de nós, da origem, do berço da humanidade. 

Vídeo Educativo:

Kiriku ou Kiriku e a Feiticeira é um longa-metragem de animação franco-belga de 1998 dirigido  por Michel Ocelot. O diretor do filme, passou parte da infância na Guiné, onde conheceu a lenda de Kiriku.

O filme retrata uma lenda africana, em que um recém-nascido superdotado que sabe falar, andar e correr muito rápido se incumbe de salvar a sua aldeia de Karabá, uma feiticeira terrível que deu fim a todos os guerreiros da aldeia, secou a sua fonte d’água e roubou todo o ouro das mulheres. Kiriku é tratado de forma ambígua pelas pessoas de sua aldeia, por ser um bebê, é desprezado pelos mais velhos quando tenta ajudá-los, porém, quando realiza atos heroicos, suas façanhas são muito comemoradas, embora logo em seguida voltem a desprezá-lo. Apenas a sua mãe lhe trata de acordo com sua inteligência.

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O ponto, a linha e as formas livres no disquete – Composição Tridimensional

O ponto, a linha e as formas podem ser trabalhados em sala de aula através da beleza da natureza. Ao invés de passar as obras de grandes metres da pintura ( Monet, Kandinsky, Klee, Miró e outros) podemos apresentar imagens praticamente impossíveis de ver-se, de viver-se…  Afinal existem lugares mágicos e inacessíveis no planeta. Sorte daquele que fez essas imagens (vídeos abaixo).

Partindo desse horizonte natural e emocionante… busquei vídeos (timelapse) que possam compartilhar imagens incríveis, momentos únicos que transbordam linhas, pontos e formas.

A natureza é a chave mais preciosa para estimular nossa criatividade e emoções.  A mais pura forma de liberdade das linhas e dos pontos. Ela é completa, simples assim… O homem pode pintá-la, mas não pode ser a natureza, você entende? Ela é perfeita.

ATIVIDADE

O ponto, a linha e as formas livres 

EDUCAÇÃO INFANTIL – FUND. I E FUND II


Para começar :

Explicativa

Faça uma pequena apresentação sobre o tema, explique (explicação adequada) de acordo com a faixa etária da turma.

Ilustrativa

Desenhe sempre para ilustrar melhor sua explicação, assim você ajuda eles (alunos) a memorizarem melhor, pois quando damos diferentes opções, possibilitamos um melhor aprendizado.

Por que?  Já sabemos que cada indivíduo aprende de uma maneira,”forma” diferente!

Deixem (os alunos) dividirem suas experiências com a turma, pois eles adoram falar…. professor aprenda a escutar.

Passe o vídeo educativo (segue algumas dicas abaixo)

Uma roda de conversa (os envolvidos na atividade) onde o assunto seja  as imagens, amarrando assim as ideias!

Passe o vídeo

Prática

Crie uma composição artística, faça algo de sua preferência.

Nós realizamos essa:

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Vídeos Educativos

Pippe Bigode- Engenhoca Reciclável – Biografia de Da Vinci

Os alunos do 3º ano estão aprendendo sobre a vida de Leonardo Da Vinci. Durante o processo, conheceram suas invenções e principais pinturas.

O desafio foi criar uma engenhoca reciclável! Afinal a turminha sabe do nosso compromisso com o PLANETA!

Um proposta que instiga na criança sua potencialidade. Sua (criança) criatividade vai além, seu envolvimento é natural, afinal, toda criança precisa de espaço para expor seu talento em novas “experiências”.

Muitas propostas direcionadas tiram da criança esse poder, o poder de ser criativo.

Acredite nos seus alunos !  #acreditenosseusalunos


Eu lhes apresento o Senhor Pippe Bigode, como resultado do processo criativo da turma. O foco sempre no trabalho em equipe!

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Desenho de Observação e Comilança -Natureza: Morta, Viva!

Aprender sobre natureza-morta e o fabuloso mundo de Paul Cézanne fica bem mais divertido quando as frutas desenhadas poderão ser comidas…. Foi isso que aconteceu… porém todos ficaram vendados e tiveram que adivinhar, qual é a fruta!

O livro didático pedia um simples desenho vivo, ai pensei, porque não complementar com o que eu acredito!

 Não tenha medo de errar  #Nãotenhamedodeerrar . Um professor tem que acreditar em suas propostas, e sentir segurança para agir diferente do que foi  propostos, se você consegue fazer diferente? Então faça!


A Proposta foi trabalhar os 5 sentidos, aguçar o paladar e apreciar novos sabores… Com um toque da Arte Impressionista.

Alguns alunos disseram que não comiam diversas frutas e depois da “brincadeira” passaram a comê-las!

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Contação de história interativa com o livro: Bugigangas

Este livro mostra às crianças o sentido quantitativo dos números e o tema da reciclagem. Através de ilustrações feitas com objetos velhos presentes em nosso dia-a-dia, as crianças aprendem a relacionar números e quantidades. Além de ser uma oportunidade de conscientizar as crianças sobre o papel importante da reciclagem nos tempos atuais.

Por que não trazer para o concreto as ilustrações do livro e propor  as crianças um desafio?

Foi isso que eu fiz …

Para enriquecer ainda mais o contexto lúdico, pedi as crianças para buscarem em uma mesa os objetos que estavam nas ilustrações. Montei uma mesa com todos os objetos citados pelo livro. Durante a leitura elas (crianças) apanhavam o objeto para que no final montássemos juntos um lindo painel, confira o resultado! (fotos).

Se nós educadores valorizarmos o potencial estético apresentado pelas sucatas  (lixo reciclável) na construção de composições escolares, podemos alcançar resultados importantes na formação social, intelectual e moral de nossos alunos, pois estaremos trabalhando e praticando a sustentabilidade.

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Entrevista com Claudio Naranjo: professor deve se dedicar ao desenvolvimento humano, não à incorporação de conhecimentos

Levar educadores ao desenvolvimento de competências humanas para modificar práticas educacionais no mundo é parte do trabalho do psiquiatra indicado ao Nobel da Paz em 2015

 

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Apesar da postura serena, olhar amistoso e voz tranquila, o médico psiquiatra de origem chilena Cláudio Naranjo, 83, é veemente ao falar. “A educação não educa. É uma fraude. Não se deve confundir instrução com educação”, diz, apontando na política pública parte da origem de suas constatações. “É como se o objetivo dos governos fosse manter as pessoas amortecidas.”

Indicado ao Prêmio Nobel da Paz deste ano, Naranjo dedica parte de seu trabalho, há 15 anos, à transformação dos processos de ensino e aprendizagem a partir do reconhecimento de si e do outro. Acredita ser esse um dos principais desafios do milênio. No universo da psicoterapia, é reconhecido como um dos mais significativos profissionais em atuação da atualidade. Há mais de 40 anos em atividade e com diversos livros publicados, Naranjo fundamentou linhas psicológicas, integrou a sabedoria oriental aos processos científicos ocidentais de estudo do comportamento humano, e fundou uma abordagem de desenvolvimento denominada SAT (sigla em inglês para Seekers After Truth), um programa holístico

constituído por práticas da psicoterapia moderna, concepções espirituais, meditação, terapias corporais e de gestalt. Com a SAT, tem rodado o mundo todo fazendo palestras para gestores educacionais. No Brasil, em maio, para lançar seu mais recente livro, A revolução que esperávamos (Verbena Editora), também palestrou para pais e professores. Em sua mais nova obra, o psiquiatra afirma que a crise atual só pode ser superada por uma mudança profunda no modelo educacional – evoluindo da transmissão de conhecimento para a formação de competências existenciais. De São Paulo, de onde concedeu a entrevista a seguir para Educação, Naranjo seguiu para a Câmara dos Deputados, em Brasília, para proferir a palestra “A cura pela educação – uma proposta para uma sociedade enferma”.

O que motivou o senhor a desenvolver trabalhos no setor educacional?
No início dos anos 2000 me convidaram para um congresso de educação na Argentina. O evento reuniu mais de dois mil educadores e, pela primeira vez, tive um contato tão direto com o setor. No decorrer de minha palestra, sentia cada vez mais viva a resposta daquelas pessoas. Foi como uma ressonância empática ao que eu falava. Compreendi naquele momento a ‘sede’ dos educadores e a importância de levar a eles meu trabalho de formação, desenvolvido junto aos terapeutas.

Qual seria o diferencial do seu trabalho para os educadores?
Na ocasião desse congresso foram abordados muitos temas relacionados à inteligência emocional, houve a exposição de diversas visões. Apesar disso, senti meu trabalho como algo mais transformador e, ao mesmo tempo, desconhecido da plateia. Contudo, se passassem a conhecê-lo, o trabalho teria um valor social mais abrangente. Tive a certeza de que haveria um efeito multiplicador. Afinal, os professores permeiam a formação das sociedades. Todos passamos por escolas.

Como o senhor define a proposta do seu trabalho?
Eu proponho a junção de conhecimentos e técnicas terapêuticas, como a meditação budista, a psicologia dos eneatipos, o teatro terapêutico, o teatro oriental do autoconhecimento, o movimento espontâneo e o processo terapêutico supervisionado em que as pessoas se ajudam. Isso constitui um currículo interno básico, oferecido no programa SAT. Esse programa foi originalmente constituído na Califórnia, no início dos anos de 1970, e trazido ao Brasil por Alaor Passos, há mais de 20 anos. É um trabalho avançado de autoconhecimento dirigido à transcendência da personalidade, ao desenvolvimento do amor, à melhora da qualidade de vida e da capacidade de ajuda psicoespiritual. Qualquer pessoa pode participar dele. E cada vez mais, eu trabalho para os educadores envolverem-se nesse processo.
 
Qual tem sido o resultado dessas práticas junto aos professores?
A proposta é estabelecer o desenvolvimento de competências existenciais, não técnicas. Eu as classifico como amor ao próximo (empático); amor aos ideais (devocional); amor a si (desejos); a consciência do presente; o autoconhecimento (quem sou) e o desapego. Essas competências têm sido negligenciadas ao longo dos anos. Percebo que os professores difundem, entre si, os resultados encontrados a partir de suas experiências, de sua transformação. A formação permite a eles que sejam mais completos como pessoas, consequentemente, melhores profissionais. Eles se tornam mais felizes. Lembro, ainda, que essa iniciativa pode chegar àqueles professores constantemente oprimidos pelo sistema, sem condições financeiras adequadas, sem energia. Atingi-los, contudo, não é uma condição simples. Para essas situações as autoridades governamentais e educacionais precisam dar uma resposta.

Como essas ‘competências’ qualificam o educador para o seu trabalho cotidiano?
Para ser um bom educador, ou ser bom profissionalmente em qualquer área, é preciso ser uma boa pessoa. É preciso se relacionar com o outro como pessoa, ser um modelo de pessoa, e não apenas um modelo de saber.

O que o senhor quer dizer com “modelo de pessoa”?
A educação destina-se ao desenvolvimento humano, não à incorporação de conhecimentos. Para quê passar anos oferecendo ao jovem o conhecimento do mundo exterior quando já o encontramos no Google? De que serve essa prática? Isso é um roubo da vida do jovem. Isso serve para quê? Para  passar anos somente para aprender a se sentar quieto? Para treinar a obediência? Nesse contexto, o educador tem imposta uma vestimenta interna de atitude, de respeito à autoridade educacional. Isso dificulta que ele tenha uma voz transformadora.

Que modelo de educação teria esse caráter transformador?
Quando feita para o desenvolvimento humano, a educação nos leva a ser o que somos em potência, ou seja, seres completos. Mas somos como árvores retorcidas que não têm sol por um lado, e esticam seus galhos para conseguir água. Temos uma vida muito raquítica.

Quais as causas dessa situação?
Hoje se governa para a inconsciência. Como se o objetivo da educação fosse manter as pessoas adormecidas, robóticas, obedientes à força do trabalho construída com a Era Industrial, o que continua sendo a motivação opressiva da educação. Não sei, porém, dizer se essa circunstância é uma vontade. Talvez haja indivíduos querendo modificar isso, mas a inércia burocrática é grande demais.

Como se vê nesse contexto?
Como um indivíduo fora do sistema, insultando-o ao dizer: a educação é uma fraude. A educação não educa. Não se deve confundir instrução com educação. Esse modelo fracassou. Minha convicção é que se deve mudar a consciência e para isso é preciso mudar a educação. Apelo à Organização Mundial do Comércio (OMC) como uma instância com poder para fazer parte dessas modificações.

Qual o papel da OMC nessa mudança educacional?
Eles incentivam a globalização dos negócios, mas não favorecem a globalização da ecologia, da educação, entre outros aspectos que deveriam, também, se globalizar. Eles são responsáveis por uma desumanização no mundo. Fala-se muito da pobreza e, sim, é certa a existência de muita pobreza externamente. Mas nossa pobreza interna não é tão visível, tão óbvia. A pobreza gera voracidade, pois estamos incompletos. Somos como zumbis devoradores, transformando os outros em zumbis por contágio. Isso nos torna uma sociedade inconsciente e voraz. O problema do mundo é a voracidade, do poder de ter dinheiro. Da primazia dos bens por cima do bem. Isso só pode ser resolvido se formos seres completos. Temos uma sociedade violenta.

Como incentivar educadores a fazer parte desse trabalho?
É preciso incentivo das autoridades, de governos ou da direção das escolas. Já temos algumas experiências exitosas na Espanha e Itália junto aos professores. Obtivemos, também, resultados positivos no México e Uruguai. Mas o papel da direção das instituições, públicas ou privadas, é importantíssimo para o engajamento dos docentes. Principalmente daqueles mais desmotivados por sua condição de trabalho.

Como engajar autoridades governamentais e educacionais?
Sempre estou disposto a convidar a todos para conhecer essa proposta educacional. Quero en­corajar as autoridades sobre o valor desse processo. Me coloco como um facilitador desse programa que acontece por meio das atividades da Escola SAT, que está aberta a todos, educadores ou não, oferecendo um programa de humanização.

O senhor defende conceitos de pedagogia do amor. O que é isso?
Basicamente, que para a existência de uma pedagogia do amor se requer amar ao próximo como a si mesmo, um preceito do cristianismo. As pessoas não se dão conta de que não se pode amar aos outros sem amar a si. Tampouco se dão conta de que também têm a capacidade de odiar a si mesmas, ao se tratarem como escravas, se explorarem, desvalorizarem. As pessoas têm uma mente como Freud descrevia, como que dividida entre um perseguidor e um perseguido.

Educação e Sustentabilidade: Lançamento do GAIA Escola em Brasília

Sob coordenação do educador português José Pacheco (Escola da Ponte), programa propõe a reconfiguração da prática pedagógica.  Uma iniciativa inovadora que preza a sustentabilidade como um caminho pedagógico. 

Uma roda de conversa com o educador português José Pacheco marca o lançamento em Brasília do GAIA ESCOLA – Construindo Comunidades de Aprendizagem para um Mundo Sustentável, programa de formação desenhado para oferecer a educadores formais e informais um novo saber-fazer pedagógico.

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Inédito na proposta pedagógica, o programa de 390 horas terá atividades presenciais na Escola Classe 115 Norte, a distância via plataforma Moodle personalizada, além de vivências imersivas no Centro de Referência de Educação Ambiental do SINPRO-DF, possibilitando ao participante explorar um intenso processo de transformação pessoal e profissional.

Uma realização da Eco-Habitare Projetos, o GAIA Escola integra o Projeto da Escola da Ponte, referência mundial em inovação pedagógica, e o Programa Educação Gaia – Design para Sustentabilidade. Entre os parceiros do programa estão, além do GAIA Education, a GEN – Global Ecovillage Network, Ateliê Casa Mãe e Ecobairro.  A coordenação pedagógica é de José Pacheco.

A iniciativa alinha-se ao desafio apontado pela Unesco de, no período 2015-2030, incorporar no currículo escolar conceitos de sustentabilidade, formar professores e mobilizar a juventude para uma educação para o desenvolvimento sustentável.

“A proposta do GAIA Escola é de reconfiguração da prática pedagógica, trabalhando com as dimensões da sustentabilidade”, explica a educadora e arquiteta e urbanista Cláudia Passos Sant’Anna, uma das tutoras do programa. “Para nós é muito importante que esteja acontecendo dentro de uma escola pública, e ainda mais na Escola Classe 115 Norte, que já está fazendo uma transformação”, diz.

Cláudia afirma que a intenção é formar multiplicadores locais para fazerem mudanças dentro das escolas. “A ideia é que cada educador seja um ‘vírus’ de mudança dentro da sua unidade de ensino. Queremos criar uma grande onda de apoio e multiplicação e atingir as 651 escolas do Distrito Federal”, diz a educadora.

Fonte : http://www.ecobrasilia.com.br/

A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL: SUSTENTABILIDADE

Vivemos nos dias atuais uma época de acontecimentos estranhos e fatos inusitados que se manifestam em relação ao clima e ao aparecimento de grandes problemas nas áreas produtivas de alimento do planeta. Tais problemas se devem a maléfica influência do modo de vida que a humanidade escolheu para seguir, que promove uma grande pilhagem dos recursos naturais que nosso mundo tem a oferecer e, por isso mesmo, esse mesmo planeta que nos acolheu, tende a tentar “se livrar” de nossa presença como se fossemos um corpo estranho. Deixamos o planeta fraco e doente e, através de práticas danosas, provocamos a ira da mão natureza e encontramos a encruzilhada de nossas existências. Ou mudamos a forma como exploramos os recursos naturais, e passamos a viver a sustentabilidade ou pereceremos de forma brutal e emersos em nossos próprios resíduos.

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Essa mudança de rumos; deverá ser traçada através da implementação de programas capazes de promover a importância da educação ambiental e a importância da adoção de práticas que visem a sustentabilidade e a diminuição de qualquer impacto que nossas atividades venham a ter no ecossistema que nos circunda e mantém. Através de um debate amplo e profundo de nossas necessidades e um correto entendimento de que a forma como atuamos hoje, só nos levará para a destruição e o aniquilamento.

Compreender que aplicando uma política que promova a importância da educação ambiental voltada principalmente para a sustentabilidade já nas escolas primárias, criaremos nas novas gerações a devida mentalidade conservacionista e será muito mais fácil implementar políticas que visem à utilização sustentável dos recursos planetários no futuro. No entanto, é necessário que além da educação ambiental ou sustentabilidade ambiental, às práticas contrárias sejam combatidas e punidas rigorosamente já nos dias de hoje. Unir o empresariado e convencer as grandes corporações e os produtores rurais de que essas práticas não representarão diminuição de lucro para os seus empreendimentos e sim, em muitos casos, a criação de um importante diferencial que poderá alavancar seus negócios e abrir novas oportunidades de obter uma lucratividade ainda maior do que a atual.

Essa prática de convencimento, também se enquadra numa política de educação ambiental voltada para a sustentabilidade. Contudo, o público alvo será muito mais impermeável e reticente quanto à adoção dessas práticas. Tratando-se de gestores e de grandes empresários, apenas a visão de que poderão lucrar ou reduzir custos atuais será capaz de permitir um convencimento eficiente nesse grupo de indivíduos. Da mesma forma, a aplicação de dispositivos punitivos e uma legislação que trate de forma dura e eficiente os abusos; servirá como amparo para inibir os mais insistentes e menos afetos aos novos objetivos.

Muito mais que a simples causa do meio ambiente, a educação ambiental voltada para a sustentabilidade analisa um amplo espectro de fatores que leva em consideração também os indivíduos afetados pelas atividades e ameaças a comunidades sujeitas às conseqüências danosas das práticas predatórias. Assim deve-se também ter em mente que a educação ambiental voltada para a sustentabilidade tem que prever a redução da vulnerabilidade dessas pessoas.

Fonte: http://www.atitudessustentaveis.com.br/

Neca Setubal lança novo livro sobre educação e sustentabilidade

A educadora Maria Alice Setubal (Neca Setubal) está lançando Educação e Sustentabilidade – Princípios e valores para a formação de educadores pela Editora Peirópolis. No livro, a socióloga e mestre pela USP e doutora em psicologia da educação pela PUC-SP busca contribuir para formar educadores com visão sistêmica e holística, conectados e articulados com o mundo atual e que ensinarão esses valores às novas gerações do país.neca-setubal-ecod

“Vivemos hoje uma crise mundial de valores e de direcionamentos, e no Brasil isso se agrava com uma crise econômica, política e educacional. Na educação, é preciso superar os problemas apontados no Plano Nacional de Educação, alcançando suas metas, ao mesmo tempo em que temos de repensar um modelo de escola e de currículo que faça sentido na contemporaneidade”, afirma a autora, também presidente da Fundação Tide Setubal e do Cenpec (Centro de Estudos e Pesquisa em Educação, Cultura e Ação Comunitária).

As propostas estão em cinco capítulos: Educação e sustentabilidade; Equidade, justiça social e cultura de paz; Diálogo e diversidade; Como formar cidadãos do século 21; e Novas formas de aprender e de ensinar. Com fotos, ilustrações e boxes, todos os capítulos trazem: discussão conceitual, práticas educativas já realizadas, experiências no território, opiniões de especialistas e líderes sociais, dicas de sites, blogs, filmes, fan pages e vasta bibliografia. Não ficam de fora debates atuais como: o princípio meritocrático na educação; desigualdades; respeito à diversidade; novo modelo de escola.

É também um espaço articulador para outros lugares sociais, compondo para o exercício da cidadania, o reconhecimento social e a diversidade cultural

Como nasceu o livro
A publicação surgiu do projeto Educar na Cidade, coordenado pelo Cenpec. Seu foco era refletir e produzir conhecimento sobre princípios e valores para a Educação do século 21: sustentabilidade, equidade, diversidade cultural, educação para a paz, participação e cidadania e novas formas de educar e aprender. Diferentes profissionais que trabalham em territórios vulneráveis, em escolas públicas e organizações locais, e especialistas refletiram sobre o tema. O encontro dessas várias reflexões está sistematizado no livro.

As páginas trazem conceitos debatidos e conectados com práticas que revelam que os valores e princípios da sustentabilidade precisam ser incluídos na formação de professores e educadores, contribuindo, assim, para a construção de uma nova visão de sociedade, mais justa, sustentável e democrática.

Dimensões essenciais
O conceito de Educação e Sustentabilidade está baseado em cinco dimensões: articulação entre passado/presente/futuro em uma visão de longo prazo que considera o bem-estar das próximas gerações; interdependência entre as pessoas e entre as pessoas e o ambiente, gerando corresponsabilidade individual social e coletiva; ampliação da aprendizagem: formal, não formal e ao longo da vida; visão sistêmica e complexa, que integra princípios, valores e ações; e os diferentes âmbitos da sustentabilidade (ambiental, social, econômica, política e cultural), tendo a cooperação como eixo.

image001.jpgA obra aponta que, no Brasil, a escola ‒ muitas vezes o único equipamento público presente em territórios vulneráveis ‒ é um lugar para concretizar essas dimensões. É também um espaço articulador para outros lugares sociais, compondo para o exercício da cidadania, o reconhecimento social e a diversidade cultural. Sua conexão com a comunidade e com outros atores do território fortalece a possibilidade de formação desses jovens.

“O território é um espaço vivo e complexo, e os alunos circulam por ele. Se pensarmos no território como um espaço de educar e de aprender, todos podem desenvolver sentidos para aprendizagens. Se esse encontro de saberes for compartilhado, assim como acontece nas redes sociais, onde as informações circulam, são debatidas e ressignificadas para resolver problemas e construir conhecimento, é possível desenvolver as pessoas em diferentes áreas da vida, por meio das diferentes disciplinas do currículo, como as práticas apresentadas no livro nos demonstram. Adentram o modo de ensinar e aprender as questões da realidade e o estímulo à autoria, à criação e à responsabilidade”, analisa Neca Setubal.

Educação integral
Nesse sentido, o conceito de Educação e Sustentabilidade se alia à concepção de Educação Integral que desenvolve aspectos físicos, cognitivos, emocionais e culturais, respeitando a realidade local, a partir de uma escola aberta, que interage com diferentes espaços, organizações e saberes.

“Quando deixamos de olhar para a criança ou para o jovem como o aluno na escola, o usuário na unidade básica de saúde, o educando na organização local, passamos a percebê-la como criança ou jovem daquela comunidade, e cada um pode contribuir de forma transversal com sua formação. Ao fazermos isso em parceria, com base em valores compartilhados e que estimulam respeito à diversidade, à participação e o exercício da cidadania, a realidade local contribui para a sustentabilidade que será colocada em prática em qualquer lugar”, finaliza a educadora.

FICHA TÉCNICA
Título: Educação e Sustentabilidade: Princípios e Valores Para a Formação de Educadores
Autor: Neca Setubal
Formato: 20,5 x 27,5 cm
Nº de páginas: 192
ISBN: 978-85-7596-365-4
Preço: R$ 42,00