ARTISTA DO MÊS DE MARÇO – BORDALO II

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Eu nasci em Lisboa, 1987. Eu pertenço a uma geração extremamente consumista, materialista e gananciosa. Com a produção das coisas em seu nível mais alto, a produção de “resíduos” e objetos não utilizados também é mais alta. “Waste” é citado por causa de sua definição abstrata: “o lixo de um homem é o tesouro de outro homem”. Eu crio, recrio, reúno e desenvolvo idéias com material em fim de vida e procuro relacioná-lo à sustentabilidade, consciência ecológica e social.

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Escola também é lugar de aprender a se alimentar melhor

A Polyane aprendeu muitas coisas importantes sobre alimentação saudável e decidiu compartilhar com a gente. Ela está no caminho certo para crescer forte e saudável. E você educador, já parou para pensar: ” Que nós somos o que nós comemos!”.

Compartilhe esse vídeo com os estudantes e conversem sobre esse assunto. Afinal,  existem muitas realidades diferentes em torno do prato que se come…  Pense nisso!

 

A Fábula da Ecologia e do Tracajá

¨O homem com fome não pode pensar no amanhã¨

 

Ecologia tinha certeza que suas verdades seriam inquestionáveis pela simples razão de existirem.

Ao parar no fim de mais um dia, em um tranqüilo braço de rio, brilhando ainda sob a última luz do solpoente, a Ecologia resolveu ir até uma pequena casa que se avistava ao longe, à primeira vista em muitos dias.130714120117Tracaja_Pracuuba_Foto5

Desembarcando, observou as paredes de toro encostados, cobertos pela palha característica da região, e chegou próxima ao jovem morador, que preparava sua primeira refeição do dia, após o árduo trabalho entre seringueiras e castanheiras.

Observando melhor a panela de barro do jantar, viu que o jovem preparava um tracajá, tartaruga típica do local e que se encontrava em perigo de extinção pelo seu abate indiscriminado.

Indignada, mas sábia, a Ecologia perguntou ao jovem:

– Você sabe o que está comendo?

– Sim, um tracajá.

Tentando encontrar um melhor caminho para resolver a questão, a Ecologia falou:

– Olhe, o tracajá é um animal protegido, inclusive o governo gasta muito dinheiro para criar e conservar a espécie. Além disso, a lei determina que você pode ser preso por crime.

Mas, pela lógica de que o processo deve evoluir, completou:

– Não vou lhe prender. Prefiro que você seja educado e entenda que se você comer este tracajá no futuro, seus filhos não vão mais ver tracajás nos rios.

E o jovem confuso respondeu:

– Mas, eu não entendo, se eu não comer o tracajá eu não vou ter filhos!!!

MORAL

Para implantar uma consciência conservacionista que possui um caráter desenvolvido, em uma região que no mínimo é socialmente e economicamente carente, torna-se necessário primeiro superar a distância entre essas realidades.

¨O homem com fome não pode pensar no amanhã¨.