AUTO-CONSCIENTIZAÇÃO PELO ATO DE PLANTAR

Uma sugestão para o dia das mães ou  da família na escola é realizar uma atividade consciente. Então vamos plantar?

Sobre a arte de plantar…

“A arte de criar um cantinho especial e cheio de vida é uma atividade muito relaxante que alivia o estresse do dia a dia e até melhora o humor. Segundo especialistas, o contato direto e pleno com a natureza influencia a saúde física e mental das pessoas através de uma espécie de distração positiva. Sentir a terra molhada nos dedos, podar ramos, manusear sementes, regá-las e outras tarefas relacionadas à jardinagem ajudam a desenvolver os sentidos e podem funcionar como uma terapia alternativa, estimulando ainda mais a vontade de viver”.

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Uma proposta encantadora para realizar em família na escola, criar um ambiente onde  todos estão participando do processo de construção ou revitalização, proporciona auto-conscientização.  Essa atividade resulta no aproximar da família à escola, e a mesma passará a zelar mais  pelo espaço escolar, reconhecendo-se como  parte ativa e integrada do local.

Poderia listar inúmeros benefícios dessa atividade, afinal, a relação do homem com a natureza é sem dúvida a maior fonte de energia e vitalidade, desencadeando o processo criativo de forma espontânea e intuitiva, sendo gratificante, prazeroso e verdadeiro esse contato.

E no caso daqueles que não gostam de por a mão na terra?

Para os casos de pessoas que não “conseguiram” interagir de forma prazerosa, deixo uma ressalva:  se no ato presente foi ruim por a mão na terra, podemos entender naturalmente que isso ocorra com algumas pessoas que desde criança não foram “apresentadas” ou relacionaram-se com a natureza.  Mas a resposta esta no que podemos chamar de subconsciente, local onde guardamos nossa identidade ancestral e mais primitiva, para JUNG é chamado também de inconsciente coletivo. Com certeza nesse local, se podemos chamar assim, a atividade aguçou os sentidos e registrou uma aproximação… As vezes não damos conta, pois estamos muito distantes de nós mesmos, da nossa essência e agimos de forma superficial e egocêntrica, não nos permitindo conectar-se com a vida. Mas esta lá registrado, talvez no próximo contato a pessoa já perceba uma sutil diferença, e se persistir nessa busca, a transformação acontecerá. Assim a pessoa não terá mais problemas em por a mão na vida, a terra!


Materiais

  • Potes reciclados (potes diverso e canos de pvc);
  • sucatas, restos de materiais de outros eventos;
  • tinta (acrílica para não sair) para pintar, diversas cores;
  • pinceis, panos e potes com aguá;
  • mudas de plantas diversas (preferencia para ervas e comestíveis)

A arte e a criatividade fica por conta de customizar e enfeitar os vasos, confira:

Crianças brasileiras estão entre as que menos exploram a natureza

Meninos e meninas são capazes de passar horas a fio mexendo na terra, na água, construindo um castelo de areia, brincando com um tatuzinho, com um graveto, uma flor, ou fazendo uma fogueira. O que esse fascínio pela natureza pode nos dizer sobre as crianças, sobre nós e o mundo?

A segunda roda de conversa da Ciranda de Filmes aconteceu no dia 22 de maio no Cine Livraria Cultura e propôs a reflexão sobre essas questões. O pediatra Ricardo Ghelman, o artista plástico e pesquisador das práticas da criança, Gandhy Piorski e Rita Mendonça, sócia-diretora do Instituto Romã conversaram  com Fernanda Figueiredo, idealizadora e curadora da Ciranda de Filmes.

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Rita Mendonça iniciou o bate-papo exemplificando como nós, seres humanos, estamos ligados à natureza de uma maneira tão visceral. “Desde o útero, o embrião humano passa por diversos estágios. Logo na formação somos parecidíssimos com o embrião do peixe, depois com o embrião do réptil e só depois ficamos parecidos com os outros mamíferos e mais no final da gestação é que o feto vai tomando as características de ser humano”, justificou.

Segundo Rita, muitos cientistas acreditam que é possível  fazer um paralelo entre o tempo de transformação dos seres humanos e o tempo de desenvolvimento das espécies que nos antecederam. “Então, somos natureza demais da conta. Isso, para mim, já seria argumento suficiente para entendermos a importância do contato com a natureza”.

“Vivemos atualmente em um mundo tão urbanizado, industrializado, globalizado e virtualizado, que esse extremo afastamento da natureza pode nos trazer muitas sequelas, ponderou Rita.

Muitas pesquisas nas áreas médicas, psicológicas e pedagógicas estão evidenciando a importância da natureza e a diferença que faz quando a criança tem contato com ela comparando com aquelas que não tem. Rita afirmou que as enfermidades que estão virando comuns na infância como o transtorno de hiper atividade, déficit de atenção, depressão, pressão alta e diabetes está diretamente relacionado com a falta de natureza.

Em vários momentos da conversa, o pesquisador Gandhy comentou sobre os brinquedos não estruturados, chamados por ele de “brinquedos das entranhas” e ponderou que imaginação e natureza são uma mesma força. Ele descreveu como as crianças do interior do sertão estudam a anatomia dos bichos . “Eu cresci no Maranhão amazônico e brincava de esgarçar os sapos. As crianças fogem para laboratório clandestinos e vão abrir os bichos para ver o que tem dentro. Bachelard diz assim: ‘Se nós soubéssemos dar às crianças e perceber o sonho das crianças nós não lhe daríamos brinquedos de falso peso’. São os brinquedos de matéria artificial, são falsos, não tem vitalidade material, então as crianças vão logo quebrando para ver o que tem dentro”

Confira algumas filmes indicados peloa convidados e que tratam da criança e da natureza: “Do Lado de Fora: Lições de um Jardim da Infância na Floresta” e “Feral“.

FONTE: https://catraquinha.catracalivre.com.br/geral/cirandadefilmes/indicacao/criancas-brasileiras-estao-entre-as-que-menos-exploram-a-natureza/

Dia Internacional da Família 5 de maio

Origem do Dia da Família

Foi a Assembleia Geral da ONU que instituiu o 15 de maio como Dia Internacional da Família. A primeira vez que foi celebrado foi em 1994.

Com o Dia da Família as Nações Unidas procuram:

  • Divulgar a importância da família na sociedade;
  • Sublinhar o caráter basilar da família na educação das crianças;
  • Passar mensagens de amor, respeito e união, elementos essenciais para o relacionamento de todos os componentes da família;
  • Alertar a sociedade para os direitos e responsabilidades das famílias;
  • Sensibilizar os cidadãos para as questões sociais, econômicas e demográficas que afetam a família.

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Paulo Freire e a educação socioambiental

Ao visitar o site Boletim Unifreire encontrei esse maravilhoso artigo escrito por Sheila Ceccon que transcreve claramente a visão acolhedora, encantadora  e justa do que é uma EDUCAÇÃO AMBIENTAL, Paulo Freire um eterno visionário…

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Revisitar a obra de Paulo Freire sob a perspectiva da sustentabilidade é um exercício instigante, que possibilita tecer novos olhares sobre determinados textos desvelando sentidos cuja atualidade impressiona.

Compreendo educação socioambiental como aquela que forma sujeitos comprometidos com a valorização da vida, em todas as suas formas, que respeitam a si mesmos, aos outros e ao mundo. Sujeitos cujas práticas diárias são intencionais, impregnadas de sentido. Percebem a inter-relação existente entre as atitudes individuais e os impactos socioambientais locais, regionais e planetários. Cidadãos que não se contentam em agir individualmente de forma responsável, mas ocupam os espaços de participação social buscando contribuir para a transformação de atitudes de tantos outros sujeitos. Homens e mulheres que exercem ativamente sua cidadania, acreditando na possibilidade de transformar a realidade tornando-a mais justa e mais feliz.

A importância da formação desses sujeitos, que se posicionam frente a realidade não se deixando enredar pela massificação de comportamentos tão comum em nossa sociedade, que nos faz abrir mão do direito a decidir o que queremos ser ou fazer, foi explicitada por Paulo Freire já na década de 1960, em seu livro Educação como Prática da Liberdade. Nele, Freire dizia que uma das grandes, se não a maior, tragédia do homem moderno, está em que é hoje dominado pela força dos mitos e comandado pela publicidade organizada, ideológica ou não, e por isso vem renunciando cada vez mais, sem o saber, à sua capacidade de decidir. ( FREIRE, 1967 p. 51)

Quase quatro décadas depois, seguimos esgotando elementos da natureza e contribuindo para o aviltamento das relações trabalhistas por meio da competição acirrada entre produtos com origens geográficas das mais variadas, e contextos políticos e socioeconômicos absolutamente diferentes. Consumir é o lema. A obsolescência programada é um fato com o qual convivemos passivamente, ou seja, produtos têm sua vida útil intencionalmente curta, para que novos modelos sejam adquiridos. Como resultado temos o esgotamento de recursos naturais sendo acelerado, solos, água e ar sendo contaminados mais rapidamente, depósitos de rejeitos se multiplicam, uma grande parcela da população se endivida e, em contrapartida, uma minoria torna-se cada vez mais rica.paulo_freire

Temos renunciado à nossa capacidade de decidir, embalados pela força dos mitos e comandados pela publicidade organizada, sem que nos perguntemos a favor de que e de quem estão esses valores. Temos nos deixado “expulsar da órbita das decisões”, como escreveu Paulo Freire no mesmo livro. Segundo ele, “as tarefas de seu tempo não são captadas pelo homem simples, mas a ele apresentadas por uma elite que as interpreta e lhas entrega em forma de receita, de prescrição a ser seguida. E quando julga que se salva seguindo prescrições, afoga-se no anonimato nivelador da massificação, sem esperança e sem fé, domesticado e acomodado: já não é sujeito”. ( FREIRE, 1967 p. 51)

Problematizar a realidade buscando compreendê-la, posicionar-se em relação a ela e repensar valores e atitudes, é uma ação educativa de fundamental importância, dentro e fora do ambiente escolar. É uma prática que forma “sujeitos”. Não é possível ensinar por ensinar, como se o mundo fosse algo distante dos conteúdos previstos nas disciplinas, alheio ao conhecimento encontrado nos livros. Compreender a realidade e construir possibilidades de nela intervir, torna vivo o conhecimento escolar e mobiliza, engaja, constrói o hábito de buscar construir novas realidades frente aos desafios encontrados.

Na década de 1970, em seu livro Pedagogia do Oprimido, Paulo Freire escreveu que quanto mais os educandos problematizam a realidade, como seres no mundo e com o mundo, tanto mais se sentem desafiados. E quanto mais desafiados, mais se sentem obrigados a responder ao desafio. Afirma que “desafiados, compreendem o desafio na própria ação de captá-lo. Mas, precisamente porque captam o desafio como um problema em suas conexões com outros, num plano de totalidade e não como algo petrificado, a compreensão resultante tende a tornar-se crescentemente crítica, por isto, cada vez pais desalienada.” (FREIRE, 1970, pg. 70)

Formar sujeitos comprometidos com a preservação da vida, que percebem a humanidade como uma grande família integrada ao planeta Terra e sentem-se responsáveis por agir no sentido de tornar o mundo um lugar melhor, não é algo simples, possível de ser conquistado seguindo o “passo a passo” de livros elaborados sem que as especificidades de territórios e comunidades sejam consideradas. É preciso ler o mundo mais próximo, identificar potencialidades e desafios, compreendê-los e, em uma estreita relação entre escola e vida, livros e mundo, construir coletivamente possibilidades de intervenção. Segundo Freire, a educação como prática da liberdade, ao contrário daquela que é prática da dominação, implica a negação do homem abstrato, isolado, solto, desligado do mundo, assim como também a negação do mundo como uma realidade ausente de homens. A reflexão que esta educação propõe, é sobre os homens e sua relação com o mundo. (FREIRE, 1970, pg. 70)

Na década de 1980, em seu livro “A importância do ato de ler”, Freire descreve sua relação com o quintal da casa em que morava, seu mundo imediato, cheio de cores, cheiros, poesia e desafios. A reflexão que faz sobre a densidade da relação existente entre o menino e seu mundo, é, sem dúvida, um sonho para todos/as os/as educadores/as ambientais. Provocar o desligamento do “piloto automático” em que vivemos e aguçar a percepção em relação à vida e às coisas que nos envolvem cotidianamente é um dos grandes objetivos da educação socioambiental e em especial da ecopedagogia.

Nessa publicação, Freire descreve a casa em que nasceu, no Recife, “rodeada de árvores, algumas delas como se fossem gente, tal a intimidade entre nós – à sua sombra brincava e em seus galhos mais dóceis à minha altura eu me experimentava em riscos menores que me preparavam para riscos e aventuras maiores”. (FREIRE, 1989) Conta que os “textos”, as “palavras” e as “letras” daquele contexto se encarnavam no canto dos pássaros – o do sanhaçu, o do olha-pro-caminho-quem-vem, o do bem-te-vi, o do sabiá; na dança das copas das árvores sopradas por fortes ventanias que anunciavam tempestades, trovões, relâmpagos; as águas da chuva brincando de geografia: inventando lagos, ilhas, rios, riachos. Segundo ele, os “textos”, as “palavras” e as “letras” daquele contexto se encarnavam também no assobio do vento, nas nuvens do céu, nas suas cores, nos seus movimentos; na cor das folhagens, na forma das folhas, no cheiro das flores – das rosas, dos jasmins -, no corpo das árvores, na casca dos frutos. Na tonalidade diferente de cores de um mesmo fruto em momentos distintos: o verde da manga-espada verde, o verde da manga-espada inchada; o amarelo esverdeado da mesma manga amadurecendo, as pintas negras da manga mais além de madura. (FREIRE, 1989)

Ao descrever o quintal onde morava desvela uma profunda relação com a terra, com plantas e animais, uma profunda integração à natureza. Percebe, sente, observa, toca. Vive, intensamente, sua relação com o mundo. Com o seu mundo imediato de menino. Que por ser tão sensivelmente percebido e vivido, torna-se imenso, intenso, emocionante.

Mas o seu mundo de menino não era só feito de terra, plantas, bichos, vento e cores. No mesmo texto ela fala também das pessoas que dele compartilhavam. “Daquele contexto – o do meu mundo imediato – fazia parte, por outro lado, o universo da linguagem dos mais velhos, expressando as suas crenças, os seus gostos, os seus receios, os seus valores” (FREIRE, 1989, p 10). Fala das pessoas a partir do que sentiam e acreditavam.

Essa forte relação com o mundo e com a humanidade, esse sentimento de pertencimento e de responsabilidade, é a base da educação socioambiental. Freire não só teorizava, vivia. Enquanto menino, vivia intensamente a relação com seu quintal e tudo o que nele existia. Quando adulto, fez história ampliando seu universo de ação. Por meio da educação, contribuiu com a construção de autonomia e formação política dos “excluídos” de diferentes países. Sensibilidade e engajamento, percepção do mundo e compromisso em transformá-lo. Características marcantes do legado freiriano e aspectos fundamentais da educação socioambiental.

A sensibilidade de Paulo Freire em relação à vida de diferentes espécies foi relatada recentemente por seu filho caçula, Lutgardes. Ele relembrou o carinho do pai por animais, o encantamento quando foi para a Amazônia e visitou comunidades indígenas, a satisfação quando conseguiu parar de fumar e passou a sentir-se mais coerente com o que escrevia. “Eu não sei como eu podia dizer e escrever tudo isso e fumar ao mesmo tempo!”, dizia Paulo Freire. Escritos que promoviam a libertação não eram condizentes com algo que aprisiona o poder de decidir e compromete a vida.

A educação socioambiental tem como característica maior a promoção da vida.

Não é uma educação que incentiva a contemplação, mas, ao contrário, que promove o engajamento, a ação política em defesa da vida e de seus direitos.

As injustiças sociais e os crimes ambientais praticados recorrentemente não podem ser motivo de desânimo, mas de desafio. Desafiados devemos seguir, juntos/as, construindo estratégias para transformar a realidade. Nesse sentido, especialmente nós, educadores e educadoras, temos um importante papel.

Na década de 1990, no livro Pedagogia da Autonomia, Freire escreveu que não é possível existir sem assumir o direito e o dever de optar, de decidir, de lutar, de fazer política. Segundo ele isso nos remete à imperiosidade da prática formadora, de natureza eminentemente ética. Nos leva à radicalidade da esperança. Afirma que a realidade não é inexoravelmente essa. Está sendo essa, mas poderia ser outra e é para que seja outra que precisamos, os progressistas, lutar. (FREIRE, 1996, p. 83)

Existem muitas lutas pela frente no campo da educação.

Em livro, publicado após a sua morte, Freire faz um apelo com o qual concluo esse artigo:

 Urge que assumamos o dever de lutar pelos princípios éticos mais fundamentais como do respeito à vida dos seres humanos, à vida dos outros animais, à vida dos pássaros, à vida dos rios e das florestas. Não creio na amorosidade entre homens e mulheres, se não nos tornamos capazes de amar o mundo. A ecologia ganha uma importância fundamental neste fim de século. Ela tem de estar presente em qualquer prática educativa de caráter radical, crítico ou libertador. ( FREIRE, 2000, p 67).

Que possamos, juntos/as, construir e socializar processos educativos que efetivamente tornem o mundo mais próximo do que sonhamos.

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1. Engenheira agrônoma, especialista em Horticultura pela Universidade de Pisa-Itália, mestre em Ensino e História de Ciências da Terra, pelo Instituto de Geociências da UNICAMP. Atua na área de meio ambiente e educação. No Instituto Paulo Freire, coordena a Casa  da Cidadania Planetária, instituição responsável por diferentes projetos na área de educação socioambiental, entre eles o Programa Educação para Cidadania Planetária e o Programa Município que Educa.  Publicou em 2012 o livro “Educação Ambiental Crítica e a Prática de Projetos”, pela Editora e Livraria Paulo Freire.

Referências bibliográficas:

FREIRE, Paulo. Educação como prática da liberdade. 14 ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1983.

____________Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1997.

___________A importância do ato de ler: em três artigos que se completam. 37. ed. São Paulo: Cortez, 1999.

___________Pedagogia do Oprimido. 17 ed. Rio de Janeiro: Petrópolis/Paz e Terra, 1987.

___________Pedagogia da Indignação: Cartas pedagógicas e outros escritos. São Paulo: UNESP, 2000.

GADOTTI, Moacir. Educar para a Sustentabilidade. São Paulo: EdL, 2008.

Fonte: Direcional Educador, ano 9, n.100, mai. 2013, p.41-3.

http://boletim.unifreire.org/edicao02/2013/09/11/paulo-freire-e-a-educacao-socioambiental/

Criança – A alma do negócio

 

Criança, a alma do negócio é um documentário nacional de 2008, dirigido por Estela Renner, produzido por Marcos Nisti e Maria Farinha Produções, que trata de um assunto de extrema seriedade e que muitas vezes é neglicenciado: a publicidade e o mercado de consumo direcionados para o público infantil.

Criança, a alma do negócio é um documentário simples, todo baseado em depoimentos de pais, crianças, pedagogos, pesquisadores – enfim, um rol de diferentes pessoas – com o objetivo de debater e questionar tanto os métodos quanto a ética que permeia a publicidade e o consumo voltado para crianças e adolescentes, e quais os impactos que isso poderá trazer à nossa sociedade no curto e longo prazo.

 

Assista à íntegra do documentário “Criança, a alma do negócio”  :

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Com um estilo influenciado pelos documentários de Michael Moore e, principalmente, Super Size Me, de Morgan Spurlock, somos apresentados primeiro a uma série de curtos depoimentos intercalados de crianças, pais, especialistas e até comerciais, que nos passam como é esse relacionamento entre as crianças e o consumo. Crianças dizendo, por exemplo, que preferem comprar do que brincar; uma garotinha que sabe de cor alguns comerciais e tem nada menos do que 22 pares de sapato; até mesmo o sentimento de frustração, não só dos pequenos como dos próprios pais, quando não têm os seus desejos atendidos; além de outras influências negativas, como um sentimento de alta competitividade, e fatores de inclusão e exclusão de grupos pela posse ou não de determinados produtos.

O documentário nos coloca alguns dados técnicos impressionantes, por exemplo, o de que o necessário para uma marca atingir uma criança é apenas 30 segundos. Ou até que 80% da influência de compra em uma casa parte das crianças. Some isso ao depoimento de uma menina, que diz o seguinte, ao ser indagada por que deseja comprar algo: “O motivo? Isso eu ainda não descobri. Só sei que eu quero”.

Especialistas dão a sua opinião sobre qual é o papel da publicidade, e se é ético direcioná-la para um público que não tem uma real capacidade de discernir e interpretar aquilo que está sendo apresentado a elas. O CONAR, sendo um órgão institucional, acaba por defender majoritariamente os interesses da própria atividade comercial que ele representa, e não o público e as pessoas afetadas pela publicidade.

Criança, a alma do negócio também nos aponta dados mostrando que o consumismo chegando mais cedo acaba por encurtar a fase da infância. Esta ideia culmina em um depoimento de uma “criança” de 13 anos, casada e na segunda gravidez. Esse depoimento é dado em tom natural, sem nenhuma intenção de chocar, inclusive com um ar infantil, o que é totalmente díspar em relação à situação que ela enfrentará de criar e educar um filho. Talvez ela não tenha estrutura para lidar apenas com ela mesma, sem auxílio.

Outros pontos são abordados, como a sustentabilidade, o papel dos pais tendo que lutar contra uma indústria bilionária, e até mesmo como isso pode influenciar na formação do caráter e dos valores desses jovens.

Criança, a alma do negócio nos faz refletir sobre a sociedade que estamos criando para o futuro. Nos faz avaliar o valor da publicidade e do consumo, e qual o impacto real dela sobre todos os indivíduos – não só do prisma das crianças, mas questionando a sua influência sobre nós mesmos, e se realmente queremos nos definir por aquilo que compramos para, aí sim, formar o que somos.

 

Fonte:http://www.vortexcultural.com.br/cinema/critica-crianca-a-alma-do-negocio/

 

Abuela Grillo – animação

Esta excelente animação “Abuela Grillo”, é baseada numa fábula Ayorea dos povos indígenas do Chaco Boreal, na Bolívia

Através de animações as crianças apresentam um grande interesse em participar e esse pode ser um dos caminhos a serem utilizados pelo educador. Ilustrar ideias  ao utilizar  videos, gera um retorno positivo da parte dos pequenos eles gostam e ficam atentos, e assim a menssagem é passada de uma forma prazerosa e construtiva.

Dizem eles que no principio havia uma avó, que era um grilo chamado Direjná. Esta avózinha era a dona da água e por onde quer que ela passasse com seu canto de amor, a água brotava. Um dia, os netos pediram que ela fosse embora e ela partiu, triste. Mas, na medida em que ia sumindo, também a água ia embora. Neste vídeo, a história se atualiza e na sua viagem para lugar nenhum a avó é encontrada pelos empresários que a aprisionam e fazem com que ela faça a água cair apenas nos seus caminhões pipa. Então, eles vendem a água. O povo passa necessidade e sofre. A avózinha também sofre. Até que um dia, o povo entende que é preciso lutar. Então vale a pena ver essa beleza de desenho animado, que representa a poderosa luta dos povos originários contra a mercantilização da natureza.

Abuela Grillo é o resultado de uma iniciativa de intercâmbio cultural entre Bolívia e Dinamarca.

Não deixe de a ver e refletir

 

Assista agora:

Fonte: http://mudeomundocomeceporvoce.org/abuela-grillo-uma-fabula-boliviana/