TRILHAS DO BRINCAR

 A exposição lúdico-interativa Trilhas do Brincar apresenta brincadeiras de diversas regiões do Brasil e, ao mesmo, abre um espaço para que crianças e adultos relembrem e recriem suas brincadeiras. Os visitantes são recebidos por uma equipe de educadores responsáveis por apresentar os diversos espaços, brinquedos e brincadeiras presentes na exposição, além de estimular o público a propor novas brincadeira de seu repertório.

Esta semana fui no Sesc Santo André e pude participar dessa maravilhosa exposição. Muita parte do material utilizado era de origem reciclável.  A  gigantesca árvore central tinha suas folhas feitas com luvas de borracha usadas e seu tronco em retalhos de aglomerado. Unir brincadeiras regionais com uma visão sustentável é sem dúvida contribuir com a preservação planeta.

As brincadeiras e os brinquedos dos meninos do Brasil viajam simbolicamente por “caminhos” que cortam as regiões do país, deixando evidente que rodas cantadas, pega-pega, jogos do elástico ou da amarelinha não são demarcados por territórios específicos. O brincar não é “territorializado”, ele transita livremente de Norte a Sul, assim como de Leste a Oeste, do país.

Ela percorre o Brasil de norte a sul e de leste a oeste e destaca como a cultura infantil rompe as fronteiras geográficas. Em um grande quintal, brincadeiras das cinco regiões brasileiras surgem em instalações que mostram o rico léxico do brincar, as memórias de outras gerações e o caráter universal da cultura da infância, apesar de suas singularidades.

Curadoria                                                                                                                                                                                                                       Renata Meirelles e Gabriela Romeu

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Foto: Gabriela Diaz

SESC Santo André     
19/01 a 28/07.
De terça à sexta das 10h às 20h.
Sábados, domingos e feriados das 10h30 às 18h30.  

Cuidado com a indústria do “faz de conta”…

A Arte…. 

“Mas ao mesmo tempo que  se nutre da subjetividade, há outra importante parcela da compreensão da arte que é constituída de conhecimento objetivo envolvendo a história da arte e da vida, para que com esse material seja possível estabelecer um grande número de relações. Assim, a fim de contar essa história de modo potente, efetivo, a arte precisa ser repleta de verdade.”

(Katia Canton)

Dessa forma, estabelecer um plano de aula que abrange temas de desenhos animados (produtos da mídia), ajuda a contribuir diretamente para que o aluno estabeleça uma ligação entre o lúdico, presente nos contos das histórias infantis, a uma aula fantasiosa, onde tudo é faz de conta. Sendo assim, ele desenvolve o lúdico de uma forma mentirosa, tendo como consequência até mesmo o desrespeito do aluno com os colegas, com o professor e a aula, sem falar do desperdício frenético dos  materiais de uso coletivo.

Por isso focar a visão da arte-sustentabilidade é utilizar os recursos naturais e biológicos da vida, ter uma aula direcionada às necessidades do planeta, refletir assuntos reais, aproveitar as inúmeras possibilidades que nosso ecossistema proporciona. Deixe histórias encantadas por conta de outras diciplinas.

Lembrando que a escola serve de base educacional e até mesmo moral para o aluno. Deixe esse tipo de intervenção fora da sala de aula, pois essa visão “Walt Disney” é  voltada para práticas em horas de lazer e de temática familiar. Por exemplo,  assistir ao vídeo do Mickey, num domingo à tarde em família, ajuda a unir ainda mais os laços fraternais. Mesmo porque os próprios veículos criam uma linha “alternativa” frisando uma visão muito  mais coerente para prática educacional, exemplo disso são os curtas metragem com mensagem educativa, direcionados para o aluno construir, interpretar, raciocinar e associar  o que ele assiste a sua realidade.  Quer um exemplo:

 Tolerância – Curta-Metragem animado por Ivan Ramadan – Uma lição de vida