A Floresta Amazônica e o Futuro do Brasil

A floresta amazônica está sendo derrubada de forma acelerada porque tem pouco valor na percepção da sociedade brasileira atual, apesar de uma parte dos formadores de opinião afirmarem o contrário.

A floresta amazônica está sendo derrubada de forma acelerada porque tem pouco valor na percepção da sociedade brasileira atual, apesar de uma parte dos formadores de opinião afirmarem o contrário. Esta contradição entre o discurso e a realidade sócio-político-econômica é comum no mundo e ajuda a entender muito a respeito dos problemas de degradação ambiental que estão minando a sustentabilidade do empreendimento humano. Na realidade, o único “valor” aceito pela sociedade atual é o valor econômico-financeiro presente, ou seja, aquele contabilizado pelo Produto Interno Bruto (PIB) do ano em curso ou do próximo, pois é esse valor que pode reduzir a pobreza de uma parcela da população, dar ao país o “status” de desenvolvido e, logicamente, enriquecer os responsáveis pelo desmatamento.
Os demais valores da floresta beneficiam poucos (e.g., o valor estético – que beneficia principalmente os moradores e os eco-turistas), levarão mais tempo para serem realizados (e.g., o uso da biodiversidade que exige investimentos em pesquisa e desenvolvimento) ou simplesmente não são contabilizados no PIB (e.g., os serviços ecológicos – conservação de água e solo, filtragem de poluentes, polinização, etc. – e o valor ético – os direitos à vida dos outros seres vivos da floresta). É evidente que essa visão míope do valor da floresta não reflete seu valor real, nem em curto prazo e muito menos a longo prazo, especialmente se o país pretende ser um membro do primeiro mundo.

Charles R. Clement Niro Higuchi

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Vídeos sobre a nossa Floresta Amazônica:

https://www.youtube.com/watch?v=2XJcukqG4z4

https://www.youtube.com/watch?v=Tl9j0N7vDuo

Margaret Mee: documentário retrata vida e obra da artista

Ela trocou o meio acadêmico inglês pela selva amazônica. No Brasil, realizou 15 expedições à maior floresta tropical do mundo, descobriu plantas, pintou flores e, mais do que isso, denunciou a destruição da Amazônia. Sua história está retratada no documentário “Margaret Mee e a Flor da Lua”, que estreia em 26/04 em nove capitais brasileiras.

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Considerada uma das mais importantes artistas do século XX, a ilustradora botânica inglesa Margaret Mee já encantou muita gente ao redor do mundo com sua história e não foi diferente com a cineasta Malu de Martino. Fascinada pela vida da Dama das Flores, como era conhecida, a diretora de cinema filma desde 2010 o documentário Margaret Mee e a Flor da Lua*, que estreia este mês no Brasil.

Baseado nos diários da artista inglesa e, também, em depoimentos de pessoas próximas a ela, o longa-metragem retrata a vida e a obra de Margaret Mee. História é o que não falta para contar ao público: nascida na Inglaterra, em 1909, a ilustradora botânica veio para o Brasil aos 43 anos e se apaixonou pela Amazônia.

Durante as mais de três décadas que passou no Brasil, Mee realizou 15 expedições à floresta, onde enfrentou doenças, falta de alimentos, abandono em uma aldeia indígena e ataques de insetos, mas também descobriu plantas, pintou flores de um jeito inovador e, mais do que isso, denunciou a destruição do bioma, em uma época em que a questão ainda não era vista como um problema.

retrata a diversidade da flora que compõe a floresta amazônica (Foto: Divulgação/SEC)
Entre outros episódios da vida de Margaret, o documentário mostra a última expedição que a ilustradora botânica fez à Amazônia, com 79 anos, quando imortalizou sua arte ao retratar um evento nunca antes documentado: o desabrochar da Flor da Lua (Strophocactus Wittii), um cacto nativo do bioma que floresce e morre em, apenas, uma noite. Viver esse momento, que não por acaso inspirou o título do longa-metragem, era um dos grandes sonhos de Mee, que morreu no mesmo ano em que presenciou o fenômeno natural.


Com produção de Elisa Tolomelli e narração de Patrícia Pillar, o documentário Margaret Mee e a Flor da Lua estreia em 26/04 em nove capitais brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre, Brasília, Salvador, Maceió e João Pessoa. Assista, abaixo, ao trailer do filme:

Fonte:http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/cultura/documentario-margaret-mee-flor-lua-737686.shtml