Quase uma proposta de musicoterapia! O poder dos sons e ruídos …

Porque não usar ruídos da natureza, como o barulho que faz o fogo ou o som de uma tempestade de areia, melhor ainda o som das ondas do mar…

Proposta realizada com as turmas do 1º ano ao 5 ºano.

ATIVIDADE

Explicar aos alunos sobre a função da musicoterapia. Pedir para que eles concentrem-se o máximo possível no som que irão escutar (sem conversas paralelas) para tentar adivinhar o barulho. Durante o processo eles desenharão algo baseado no som que escutam.

*Cada som deve ter duração aproximadamente de 4 minutos.

Algumas dicas:

 Enfatize sobre a liberdade de expressão que eles tem durante toda atividade. NÃO FOQUE NO VALOR ESTÉTICO, VIVA A EXPERIÊNCIA !

Você pode perguntar:

 Que som é esse?

Eles vão a loucura…. depois retome a concentração do grupo.

Nesta atividade pedi para que os alunos dividissem a folha em 8 partes, cada quadrado servirá de base para desenhar um som.

O que é musicoterapia?

Musicoterapia é a utilização da música e/ou de seus elementos constituintes, ritmo, melodia e harmonia, por um(a) musicoterapeuta qualificado, com um cliente ou grupo, em um processo destinado a facilitar e promover comunicação, relacionamento, aprendizado, mobilização, expressão, organização e outros objetivos terapêuticos relevantes, a fim de atender as necessidades físicas, emocionais, mentais, sociais e cognitivas.

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Mandalas Tibetanas de Areia – Para despertar nas crianças a consciência de um bom trabalho em equipe

Despertar a consciência de um bom trabalho em equipe, ajuda as crianças entenderem melhor a eficiência e a necessidade de se aprender como devemos agir em grupo.

Em mundo de tecnologia o compartilhar se faz presente. Agora vamos ter essa mesma atitude #artitude no nosso dia-a-dia escolar.

O Planeta carece de uma visão compartilhadora, devemos estimular ao máximo possível o trabalho conjunto, se quisermos crianças e jovens mais envolvidos no seu próprio processo educativo. Então, analise  a relação que eles apresentam quando o educador coloca-os (estudantes) em situações de dinâmicas em grupo.

Qual foi a última atividade em grupo que você realizou com seus alunos?

A Proposta:

Mandalas Tibetanas de Areia

As complexas mandalas, chamadas de dul-tson-kyil-khor, utilizam diversas cores de areia, que são adicionadas ao esboço geométrico utilizando um instrumento chamado chak-pur.

Passe aos alunos um vídeo educativo, enquanto eles o assistem , enfatize o espírito do trabalho em equipe, assim eles irão refletir sobre sua postura durante o processo.

Vídeo Educativo

O fazer

Monges criam fantásticas mandalas de areia e depois as destroem para simbolizar a inconstância da vida

mandala-internaVeja o processo com os alunos:

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Os monges:

Assim que a arte fica pronta, ela é destruída. Parte da areia é distribuída para o público, enquanto que o restante é liberado no rio mais próximo como forma de, simbolicamente, espalhar a paz e a cura mentalizada pelos monges no mundo.

SEMANA do MEIO AMBIENTE – 3 de Junho – Dia Nacional da Educação Ambiental

Construir valor social, base de conhecimento, atitude e competência para a conservação do meio ambiente a ser utilizado coletivamente são processos inerentes a educação ambiental.

O Órgão Gestor da Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA) possui o objetivo de implementar em nível nacional as diretrizes da educação ambiental.

Há uma parceria entre o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e o Ministério da Educação (MEC), principalmente na realização de Conferências de Meio Ambiente nas Escolas e comunidades. Esses eventos mobilizam secretarias estaduais e municipais de educação, ONG´s e grupos sociais.

O PNEA possui, no sentido amplo, articular ações educativas de proteção e recuperação dos recursos naturais e de conscientizar o cidadão a se relacionar da melhor maneira com esses recursos.

Em 1999, foi criada a Diretoria do Programa Nacional de Educação Ambiental – ProNEA, e em abril de 1999, é aprovada a Lei n° 9.795/99, em disposição a criação da Política de Educação Ambiental.

Em 2012, a Lei nº 12.633, estabelece a data de 3 de junho, dia Nacional da Educação Ambiental. O tema Educação Ambiental vem sendo cada vez mais discutido pela população por preocupação com a necessidade de sobrevivência nos próximos anos. As futuras gerações precisam ser educadas para a preservação e recriação das reservas naturais, pois são bens de uso comum. Embora seja uma iniciativa pequena para um tema tão abrangente, a instituição de uma data comemorativa como essa ajudará a promover a discussão nas escolas brasileiras, bem como impulsionar a conscientização pública para a preservação ambiental.

Recicla ou Não Recicla – Aplicativo

A gente sabe que reciclar é importante para economizar energia e matérias-primas, desafogar os aterros e gerar oportunidade de renda. 

Mas tudo é reciclável? E o barbeador? A maquiagem antiga? E as fraldas usadas do neném?

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Baixe o Aplicativo:

https://itunes.apple.com/us/app/recicla-ou-nao-recicla/id990826908?l=pt&ls=1&mt=8

REVERTA

A exposição “REVERTA – arte e sustentabilidade” quer contribuir para a formação de cidadãos críticos, participativos e cientes de seu papel diante de uma das importantes questões que envolve ciência, tecnologia, sociedade e ambiente: a produção de resíduos e sua destinação correta. Sob essa proposta, a exposição analisa as implicações da produção e destinação dos resíduos, em um contexto que inicia muito antes e termina muito depois de abrir uma lata de lixo para jogar algo fora. Um contexto que envolve diversos atores e aspectos socioculturais, econômicos, político-administrativos,

Visite a exposição Reverta na Oca – Parque do Ibirapuera

de 16/05/2015 a 05/07/2015

terça a domingo, das 9h às 17h

USE A #REVERTA

19 de abril dia do ÍNDIO !

A atual população indígena brasileira, segundo resultados preliminares do Censo Demográfico realizado pelo IBGE em 2010, é de 817.963 indígenas (aproximadamente 0,47% da população brasileira), dos quais 502.783 vivem na zona rural e 315.180 habitam as zonas urbanas brasileiras.

Há populações indígenas em todos os Estados da Federação, inclusive no Distrito Federal. A região Norte é a que concentra o maior número de indivíduos: 305.873 mil, sendo aproximadamente 37,4% do total. E a que tem menos indígenas é a região Sul.

Há, ainda, no Brasil, 69 referências de índios ainda não contatados, além de existirem grupos que estão requerendo o reconhecimento de sua condição indígena junto ao órgão federal indigenista.

Hoje, segundo dados do censo do IBGE realizado em 2010, a população brasileira soma 190 milhões de pessoas, das quais 817 mil são indígenas, representando 305 diferentes etnias. Foram registradas no país 274 línguas indígenas.

Os povos indígenas estão presentes tanto na área rural quanto na área urbana. Sendo que, cerca de 61% dos indígenas estão concentrados na área rural.

O povo Tikuna, residente no Amazonas, é o que apresenta a maior população. Em segundo lugar, em número de indígenas, vem o povo Guarani Kaiowá do Mato Grosso do Sul e em terceiro lugar os Kaingang da região Sul do Brasil.

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Creative Commons – CC BY 3.0 – Índios Tupinambás

Curiosidades:

– O número de etnias indígenas é maior do que o de línguas. Isso ocorre porque alguns povos indígenas deixaram de falar sua língua de origem em decorrência da violenta colonização que sofreram;

– Hoje, muitos povos indígenas são bilíngues (geralmente falam o seu próprio idioma e o português) ou multilíngues (falam mais de duas línguas). Algumas comunidades estão aprendendo na escola a língua de seu povo, que estava deixando de ser utilizada, principalmente entre os mais jovens;

– No Brasil, a grande maioria das comunidades indígenas vive em terras coletivas, declaradas pelo governo federal para seu uso exclusivo. As chamadas Terras Indígenas somam, hoje, 690;

– Muitas palavras que fazem parte do no nosso dia a dia têm origem indígena (cerca de 20 mil palavras). Alguns exemplos são: abacaxi, arapuca, arara, capim, catapora, cipó, cuia, cumbuca, cupim, jabuti, jacaré, jibóia, jururu, mandioca, mingau, minhoca, paçoca, peteca, pindaíba, pipoca, preá, sarará, tamanduá, tapera, taquara, toca, traíra, xará.

– Os índios brasileiros difundiram o uso da rede de dormir e a prática da peteca e do banho diário, costume desconhecido pelos europeus do século XVI.

* Com informações da Funai

#EuQueroUmaEducaçãoDeQualidade

Eu quero uma educação de qualidade. Nós somos todos diferentes, mas precisamos viver juntos. E aprender a como fazer isso. Crescimento sustentável não é apenas crescimento. Precisamos preservar os recursos naturais, não lutar por causa deles. Parar com o desperdício e compartilhar justiça. E só existe um caminho para atingirmos tudo isso: a educação.

Consciente Coletivo – Instituto Akatu

Em 10 episódios, a série Consciente Coletivo faz reflexões, de forma simples e divertida, sobre os problemas gerados pelo ritmo de produção e consumo de hoje. Entre os assuntos estão sustentabilidade, mudanças climáticas, consumo de água e energia, estilo de vida, entre outros, que permeiam o universo da consciência ambiental. O projeto é uma parceria entre o Instituto Akatu, Canal Futura e a HP do Brasil.

MOACIR Gadotti – Uma vida para sustentabilidade

O autor afirma que a escola de hoje faz parte do problema e não é somente parte da solução. Ela é parte do problema por estar baseada em princípios predatórios e acaba reproduzindo valores insustentáveis, daí ser necessário se reeducar os sistemas educacionais e introduzir uma cultura de sustentabilidade e da paz, torná-las mais cooperativas e menos competitivas.

“Os termos “sustentável” e “desenvolvimento” continuam vagos e controvertidos. Há uma tendência de aplicação de aplicação do conceito de sustentabilidade a tudo o que é considerado bom, como um conceito guarda-chuva. O mercado considera “desenvolvimento sustentável” como sinônimo de “responsabilidade social”. Por isso, precisamos qualificar cada um deles. Creio que devemos dar a esses dois conceitos um novo significado. De fato, sustentável é um termo que, associado ao desenvolvimento, sofreu um grande desgaste. Enquanto para alguns é apenas um rótulo, para outros tornou-se a própria expressão de um absurdo lógico: desenvolvimento e sustentabilidade seriam logicamente incompatíveis. Para mim, “sustentável” é mais do que um qualificativo do desenvolvimento econômico. Vai além da preservação dos recursos naturais e da viabilidade de um desenvolvimento sem agressão ao meio ambiente. Implica em um equilíbrio do ser humano consigo mesmo, com o planeta e, mais ainda, com o próprio universo. A sustentabilidade que defendo refere-se ao próprio sentido do que somos, de onde viemos e para onde vamos como seres humanos.

E sobre vida sustentável:

(…) Mais que educar para o desenvolvimento sustentável, devemos educar para a sustentabilidade, ou simplesmente educar para a vida sustentável. Chamo de vida sustentável o estilo de vida que harmoniza a ecologia humana e ambiental mediante tecnologias apropriadas, economias de cooperação e empenho individual. É um estilo de vida intencional, que se caracteriza pela responsabilidade pessoal, pelo serviço aos demais e por uma vida espiritual significativa. Um estilo de vida sustentável relaciona-se com a ética na gestão do meio ambiente e na economia, com vistas a satisfazer as necessidades de hoje em equilíbrio com as necessidades das futuras gerações. Enquanto o desenvolvimento sustentável diz respeito ao modo como a sociedade produz e reproduz a existência humana, o modo de vida sustentável refere-se sobretudo à opção de vida dos sujeitos. Então, não se pode voltar a atenção apenas para educar para o desenvolvimento, mas para a vida dos indivíduos. Mudar o sistema implica mudar as pessoas que podem mudar o desenvolvimento. Uma coisa depende diretamente da outra.”

Pedagogia da terra e cultura da sustentabilidade

1. Educar para pensar globalmente: na era da informação, diante da velocidade com que o conhecimento é produzido e envelhece, não adianta acumular informações. É preciso saber pensar. E pensar a realidade, não pensamentos já pensados. Daí a necessidade de recolocarmos o tema do conhecimento, do saber aprender, do saber conhecer, das metodologias, da organização do trabalho na escola.

2. Educar os sentimentos: o ser humano é o único ser vivente que se pergunta sobre o sentido da vida. É necessário educar para sentir e ter sentido, para cuidar e cuidar-se, para viver com sentido em cada instante da nossa vida. Somos humanos porque sentimos, e não apenas porque pensamos. Somos parte de um todo em construção.

3. Ensinar a identidade terrena como condição humana essencial: nosso destino comum é compartilhar com todos nossa vida no planeta. Nossa identidade é ao mesmo tempo individual e cósmica. É preciso educar para conquistar um vínculo amoroso com a Terra, não para explorá-la, mas para amá-la.

4. Formar para a consciência planetária: é preciso compreender que somos interdependentes. A Terra é uma só nação e nós, os terráqueos, os seus cidadãos. Não precisamos de passaportes. Em nenhum lugar deveríamos nos considerar estrangeiros. Separar primeiro de terceiro mundo significa dividir o mundo para governá-lo a partir dos mais poderosos; essa é a divisão globalista entre globalizadores e globalizados, o contrário do processo de planetarização.

5. Formar para a compreensão: é necessário formar para a ética do gênero humano, não para a ética instrumental e utilitária do mercado. No mesmo sentido, é necessário educar para se comunicar, não comunicar para explorar, para tirar proveito do outro, mas para compreendê-lo melhor. A Pedagogia da Terra funda-se nesse novo paradigma ético e em uma nova inteligência do mundo. Inteligente não é aquele que sabe resolver problemas (inteligência instrumental), mas aquele que tem um projeto de vida solidário, porque a solidariedade não é hoje apenas um valor, e sim uma condição de sobrevivência de todos.

6. Educar para a simplicidade e para a quietude: nossas vidas precisam ser guiadas por novos valores, como simplicidade, austeridade, quietude, paz, saber escutar, saber viver juntos, compartilhar, descobrir e fazer juntos. Precisamos escolher entre um mundo mais responsável frente à cultura dominante, que é uma cultura de guerra, de competitividade sem solidariedade, e passar de uma responsabilidade diluída a uma ação concreta, praticando a sustentabilidade na vida diária, na família, no trabalho, na escola, na rua. A simplicidade não se confunde com a simploriedade e a quietude não se confunde com a cultura do silêncio. A simplicidade deve ser voluntária, como a mudança de nossos hábitos de consumo, reduzindo nossas demandas. A quietude é uma virtude conquistada com a paz interior e não com o silêncio imposto

Fonte:http://miriamsalles.info/wp/archives/category/educadores/moacir-gadotti